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RIVALIDADE

Última briga de Diaba Loira foi com traficante paraense Jhu do Pará; entenda a rivalidade

As duas eram amigas dentro do Comando Vermelho, mas se tornaram inimigas após a migração de Diaba Loira para o TCP

O Liberal

15 de agosto de 2025 às 17:50

( Foto: Reprodução/Redes Sociais )

A traficante Diaba Loira, morta na madrugada desta sexta-feira (15), tinha rivalidade direta com outra criminosa: a paraense Jhu do Pará. A briga entre as duas marcou uma das últimas disputas públicas da traficante envolvendo facções. A rivalidade teria começado após Diaba Loira deixar o Comando Vermelho (CV) e migrar para o Terceiro Comando Puro (TCP).

Natural de Belém, Jhu vive atualmente no Complexo do Alemão e ganhou notoriedade nas redes sociais após brigar publicamente com Diaba Loiral, que era sua amiga e aliada dentro do CV. A desavença veio à tona justamente quando Eweline Passos Rodrigues, a Diaba Loira, decidiu mudar de lado, sendo considerada traidora pelos ex-parceiros de organização.

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Segundo relatos de páginas ligadas ao cotidiano das comunidades cariocas, história entre Diaba Loira e Jhu do Pará começou como amizade. As duas, segundo rumores, eram aliadas quando ainda pertenciam ao Comando Vermelho. No entanto, tudo mudou quando Eweline trocou de facção e passou a integrar o TCP.

Desde então, Jhu teria rompido qualquer laço e passou a fazer postagens provocativas, criticando e ameaçando a ex-companheira de facção. O atrito virou público e chamou atenção dentro e fora do crime organizado, especialmente nas comunidades da Gardênia Azul e do Complexo do Alemão, onde ambas circularam nos últimos meses.

Horas após a notícia da execução de Eweline em Cascadura, Jhu do Pará apareceu nas redes sociais comemorando a morte da ex-amiga. A mensagem publicada gerou polêmica e viralizou em páginas de notícias. “Todos que trair nossa família o destino é esse 🔥”, escreveu.

“T*** loira, vai queimar no inferno, v******** 👱🏻‍♀️🔥🔥🔥🔥🔥👹”, completou em outra publicação. Ela também fez uma série de vídeos em tom de deboche comentando sobre a notícia.

Apesar da comemoração, não há confirmação oficial de envolvimento de Jhu na morte de Diaba Loira. A Polícia Civil do Rio segue investigando o caso.

Diaba Loira foi executada? O que se sabe até agora

O corpo de Eweline foi encontrado por moradores na Rua Cametá, fora da área do confronto entre o TCP e o CV, mas com sinais claros de execução. Vestida de preto e enrolada em um lençol, apresentava tiros na cabeça e no tórax. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra pessoas ao redor do corpo.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela tenha sido assassinada por rivais do CV como retaliação pela deserção. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e aguarda identificação oficial.

Quem era a Diaba Loira?

Antes de se tornar um rosto conhecido no submundo do tráfico, Eweline teve uma trajetória marcada por episódios de violência pessoal e criminalidade. Ela foi vítima de tentativa de feminicídio em Santa Catarina, onde seu ex-marido foi acusado de esfaqueá-la após uma briga envolvendo acusações de traição e desvio de dinheiro. A tentativa de homicídio a levou a uma cirurgia de emergência.

Diaba Loira é morta após traição ao Comando Vermelho; entenda o caso
Diaba Loira é morta após traição ao Comando Vermelho; entenda o caso (Reprodução/Redes Socias)

Após o caso, Eweline passou a ser investigada por tráfico de drogas em Tubarão (SC). Em 2023, foi presa duas vezes por envolvimento com facções criminosas, posse ilegal de armas e por planejar execuções. Chegou a usar tornozeleira eletrônica, mas logo se tornou foragida da Justiça.

No início de 2024, Eweline se mudou para o Rio de Janeiro e se abrigou em redutos do Comando Vermelho, como o Complexo do Alemão e a Gardênia Azul. Depois, rompeu com a facção e passou a integrar o TCP, tornando-se alvo dos antigos aliados.

Por que a Diaba Loira ficou famosa?

Saiba quem era Diaba Loira, traficante morta após mudar de facção no Rio.
Saiba quem era Diaba Loira, traficante morta após mudar de facção no Rio. (Divulgação/PC)

O apelido “Diaba Loira” surgiu após sua chegada ao Rio. A traficante chamava atenção nas redes sociais por postar vídeos portando fuzis e pistolas, frases de confronto e ameaças a rivais. Seu perfil chegou a reunir mais de 70 mil seguidores, com vídeos onde ostentava poder, ironizava facções e questionava a atuação da polícia. No entanto, sua fama cresceu após ela mudar de facção.

Eweline era alvo de investigações em dois estados: Santa Catarina e Rio de Janeiro. Entre os crimes atribuídos a ela estão:

  • Tráfico de drogas
  • Associação para o tráfico
  • Porte ilegal de armas
  • Formação de organização criminosa
  • Planejamento de homicídios

Segundo a polícia, em uma das prisões, ela foi flagrada a caminho da execução de um rival da facção. Chegou a responder em liberdade, mas após a revogação do benefício, desapareceu e passou a viver como foragida.