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Professora morta a facadas em Rondônia entregou chocolates e bilhetes antes de ser assassinada

Juliana tinha 41 anos, Aaém de escrivã da Polícia Civil ela também atuava como professora de Direito Penal

Gabrielle Borges
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A professora de direito Juliana Santiago, assassinada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho (RO), havia promovido uma dinâmica em sala de aula momentos antes do crime. Durante a atividade, de acordo com alunos, ela distribuiu chocolates acompanhados de bilhetes com mensagens motivacionais aos universitários.

Segundo relatos de estudantes, a ação fez parte do conteúdo ministrado naquele dia, cujo tema era “prisões no Brasil”. A iniciativa da docente, descrita por alunos como um gesto de acolhimento e incentivo, ocorreu pouco antes do ataque que resultou em sua morte e causou comoção na comunidade acadêmica e em todo o estado.

Crime ocorreu em sala de aula

Juliana Santiago foi assassinada a facadas na noite da sexta-feira (6) dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho (RO). O crime ocorreu após o término da aula.

O estudante do 5º período de Direito, João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, teria esperado a professora ficar sozinha para iniciar uma discussão e, em seguida, atacou Juliana com uma faca. A docente foi atingida nos dois seios, além de sofrer laceração no braço. Ela foi socorrida por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida.

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Estudante tentou fugir

Após o crime, o estudante João Cândido da Costa Junior tentou fugir, mas foi contido por um aluno que é policial militar.

Em depoimento à polícia, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora Juliana Santiago por cerca de três meses e que teria cometido o crime por vingança, depois de saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades.

Em nota, o Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) manifestou pesar pela morte da docente e informou a suspensão das aulas por três dias. Diversas instituições e entidades acadêmicas também lamentaram a morte de Juliana e repudiaram o crime.

Juliana tinha 41 anos. Além de escrivã da Polícia Civil, ela também atuava como professora de Direito Penal.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).

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