Pai de Santo aconselhou empresário a não negociar parte do Banco Master com Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso no dia 4 de março após suspeitas de fraudes na instituição financeira
Após serem realizadas investigações no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, foi descoberto que o empresário baiano Augusto Lima decidiu não avançar na compra de parte do Banco Master porque um Pai de Santo o aconselhou a não fechar negociação. De acordo com as mensagens de texto encontradas no aparelho, o banqueiro queria negociar a transferência ou a ampliação da participação de Lima no banco, mas ele não aceitou.
Enquanto conversava com uma pessoa próxima, Daniel afirmou que falou com o empresário, por meio de ligação, e ele disse ter conversado com seu Pai de Santo, que o aconselhou a não seguir com a operação naquele momento. "Tentei entregar o banco várias vezes hoje para o Augusto", disse Vorcaro após contar sua versão da história na ligação que teve com o empresário baiano Augusto Lima.
Apesar de não ter aceitado a proposta do banqueiro, não é de hoje que ele e Vorcaro são parceiros de negócio, já que as negociações entre eles iniciaram no ano de 2019, quando Augusto levou para o Banco Master a operação da Credcesta. Mas a sociedade não permaneceu durante muito tempo, pois terminou em 2024, quando o empresário deixou o capital do banco e também decidiu sair da gestão da instituição.
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Prisão de Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4) na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um sistema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, deflagrada pela Polícia Federal. O banqueiro, que está detido na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, agora é acusado de fraude bilionária, corrupção, organização criminosa e manipulação de ativos.
Na prisão, o dono do Banco Master foi obrigado a realizar uma série de procedimentos característicos da unidade prisional, entre eles:
- Revista pessoal e de objetos;
- Higienização obrigatória;
- Corte de cabelo no padrão da unidade;
- Registro fotográfico;
- Coleta de impressões digitais;
- Substituição das roupas civis pelo uniforme do presídio.
Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou sua crença “no Estado Democrático de Direito e no respeito à mínima integridade daqueles que estão submetidos à sua custódia”. Além de também não ter gostado das fotos de Vorcaro na cadeia que foram divulgadas na internet. “Parece não haver limites para o vazamento de informações com objetivo de expor, desgastar e humilhar seu cliente”, escreveu a defesa.
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
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