Monique Medeiros se entrega à polícia após decisão de Gilmar Mendes

Ordem de prisão preventiva foi determinada na última sexta-feira (17) e mantida no sábado (18)

O Liberal
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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel Medeiros e ré pela morte do filho, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A apresentação ocorreu na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, após a revogação de sua liberdade por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ordem de prisão preventiva foi determinada na última sexta-feira (17) e mantida no sábado (18), quando o ministro rejeitou recurso apresentado pela defesa. Monique é acusada pelo Ministério Público de omissão no caso que resultou na morte do filho, em 2021.

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Autor do pedido é Leniel Borel, assistente de acusação e vítima direta dos crimes que resultaram na morte de seu filho, Henry Borel.

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março daquele ano. De acordo com laudos periciais, a criança sofreu hemorragia interna e laceração hepática. A versão inicial apresentada pela mãe e pelo então companheiro, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, de que o menino teria caído da cama, foi descartada pelas investigações. O Ministério Público sustenta que a criança foi vítima de agressões praticadas pelo padrasto.

Julgamento remarcado

O julgamento de Monique e de Jairinho, que chegou a ser iniciado em março, foi suspenso após a defesa do ex-vereador deixar o plenário do Tribunal do Júri. A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou a sessão para o dia 25 de maio.

Na ocasião, a magistrada determinou a soltura de Monique e classificou a saída da defesa de Jairinho como uma “interrupção indevida do recurso processual”, em desacordo com orientações do STF.

Histórico do caso

Henry Borel, de 4 anos, morreu em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com sinais de agressão. Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021, um mês após o crime.

A mãe da criança chegou a ser solta em 2022 por decisão judicial, mas voltou a ser presa em 2023 após nova determinação do STF. O caso segue em tramitação e deve ser analisado pelo Tribunal do Júri na nova data marcada.

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