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Felca pede disque-denúncia contra maus-tratos a animais após morte de Orelha

Influenciador cita caso de Orelha, em Florianópolis, e lança abaixo-assinado por canal nacional contra maus-tratos a animais

Hannah Franco
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O influenciador digital Felca usou as redes sociais, na última quinta-feira (12), para defender a criação de um disque-denúncia nacional contra maus-tratos a animais. A manifestação ocorreu após a repercussão da morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC).

Em vídeo publicado no Instagram, ele anunciou o lançamento de um abaixo-assinado que propõe a implantação de um canal com atendimento 24 horas e garantia de anonimato para facilitar o registro de ocorrências em todo o país.

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Conhecido por moradores da Praia Brava, Orelha morreu após ser agredido por adolescentes. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais. Ao iniciar o vídeo, Felca utilizou uma frase de impacto antes de contextualizar o episódio. “Já deu de falar do cachorro Orelha. É só um cachorro”, disse.

Em seguida, criticou comentários que questionavam a dimensão da mobilização em torno do caso. “Eu vejo pessoas na internet incomodadas com o tanto que esse caso repercutiu. ‘Já entendemos, foi cruel, já deu’. Mas eu vejo isso com bons olhos. É um caso chocante, e é bom que choque. É sinal de que ainda somos humanos e, mesmo com tantas coisas chocantes que vemos por aí, não perdemos a capacidade de sentir!”, afirmou.

Proposta prevê canal único de denúncias

Segundo o influenciador, o atual processo para denunciar maus-tratos no Brasil pode afastar parte da população, já que envolve etapas como acionar a polícia, registrar boletim de ocorrência e, muitas vezes, expor o caso nas redes sociais para que ganhe visibilidade.

A proposta defendida por ele prevê a criação de um canal único de denúncias, nos moldes de modelos adotados em países como a Alemanha. A ideia é que o serviço funcione de forma contínua e centralizada. De acordo com Felca, o atendente coletaria informações básicas, como:

  • local da ocorrência;
  • tipo de animal envolvido;
  • existência de risco imediato.

Após a triagem, o caso seria encaminhado aos órgãos competentes, como polícia, fiscalização veterinária ou serviços municipais, conforme a gravidade. A atuação poderia incluir também registros centralizados em um sistema nacional.

“Vamos usar a revolta que sentimos por esses adolescentes para algo que causa uma mudança real. Para que o cachorro Orelha seja eternizado como o cachorrinho que salvou milhões de outros”, declarou.

Felca ficou conhecido recentemente por denunciar a adultização de menores praticada por influenciadores, especialmente Hytalo Santos, e voltou a utilizar as redes sociais para tratar de um tema de repercussão nacional.

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