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Estudantes pedem afastamento de professor que afirmou que a vítima ‘colabora’ com estupro

Os alunos divulgaram em nota que não é de hoje que o docente trata 'determinados temas em sala [de aula] de forma derespeitosa'

Com informações do UOL

Uma fala polêmica do delegado e professor de Direito Fábio Alonso, dita durante uma aula remota, gerou revolta nos acadêmicos de uma insituição paulista. Os alunos alegam que o docente foi ‘machista’ e ‘misógino’ ao afirmar que algumas vítimas de estupro ‘colaboram’ com o crime e pedem o afastamento dele da insituição de ensino. 

"Vejam até o comportamento da vítima. Vamos pensar, o que é mais fácil estuprar: uma freira de hábito ou aquela menininha com a cinta larga? Fala para mim, que vítima colabora mais?", disse o professor, que atua em uma universidade particular do interior de São Paulo. Em outro momento, Fábio Alonso chega a insinuar que uma vítima de violência doméstica ‘apanha menos’ quando fica ‘quietinha’. 

Os estudantes afirmam que as declarações foram ditas durante uma aula sobre as circunstâncias judiciais da primeira fase da dosimetria, ou seja, é um ponto em que o juiz da casa leva em consideração a quantidade de pena a uma pessoa que cometeu o crime. 

Em nota, divulgada pela Associação Atlética Acadêmica de Direito, os alunos afirmam que não é de hoje que o professor trata 'determinados temas em sala’ [de aula] de forma desrespeitosa, principalmente com mulheres’.

Os estudantes disseram ter tentado manter um diálogo com o docente após as falas, porém, ele disse ‘não ter entendido nada o que foi explicado, ainda culpando os alunos’ pela divulgação do trecho do vídeo. 

"Isso é inadmissível nos tempos em que vivemos e, por sermos aqueles que mantêm essa instituição com nossas mensalidades, queremos, o quanto antes, que o professor Fábio Pinha Alonso seja imediatamente afastado de suas funções", declararam, em um trecho do documento.

A universidade em que o delegado Fábio Alonso trabalha fixou um esclarecimento na página da instituição, alegando ‘dada a polêmica gerada a respeito do posicionamento jurídico do professor’, repudia qualquer tipo de descriminação ou ato de preconceito. 

Acrescentando também que está apurando os fatos do ocorrido para uma  "análise de eventual necessidade de adoção de providências".

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