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Corpo de corretora que 'desapareceu' em prédio em Caldas Novas é encontrado; síndico é preso

O caso de Daiane repercutiu nacionalmente após a última imagem dela com vida ser registrada por uma câmera no elevador do prédio em que vivia

Gabrielle Borges
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O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi localizado. O caso de Daiane repercutiu nacionalmente após a última imagem dela com vida ser registrada por uma câmera no elevador do prédio em que vivia. 

Síndico foi preso 

Na madrugada desta quarta-feira (28), a Polícia Civil prendeu o síndico do prédio onde a família de Daiane possui apartamentos, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, suspeitos de envolvimento no homicídio. O porteiro do edifício, cuja identidade não foi divulgada, também foi levado à delegacia de forma coercitiva para prestar depoimento.

Cléber Rosa de Oliveira declarou à polícia que teria agido sozinho. Em depoimento, ele afirmou que, no dia do desaparecimento, discutiu com Daiane no subsolo do prédio, quando a vítima teria descido para religar o padrão de energia. Segundo o relato, a discussão se intensificou e ele acabou cometendo o homicídio.

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O corpo de Daiane Alves de Souza foi abandonado pelo síndico do condomínio a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, no sul de Goiás. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, os restos mortais da corretora foram encontrados em estado de ossada.

A Polícia Civil ainda não informou se as prisões do síndico e do filho dele ocorreram em caráter preventivo ou temporário, e também não divulgou detalhes sobre os depoimentos prestados pelos dois investigados.

Relembre o caso

Daiane Alves de Souza estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2023, quando foi vista pelas câmeras de segurança entrando no elevador do condomínio. As imagens mostram que a corretora passou pela portaria para conversar com o recepcionista e, em seguida, retornou ao elevador, descendo até o subsolo do prédio. Desde então, ela não foi mais vista.

No dia 19 de janeiro, após o desaparecimento de Daiane Alves de Souza, Cléber Rosa de Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra a corretora.

De acordo com o MP, entre fevereiro e novembro de 2023, o denunciado teria cometido uma série de condutas ilícitas, incluindo agressões físicas e verbais, que caracterizavam a prática contínua de assédio contra a vítima.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com).

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