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Via dos Mercadores: veja o que vai mudar com as obras de revitalização no Centro Comercial de Belém

A Ordem de Serviço (OS), que marca o início das obras, foi assinada na manhã desta quarta-feira (22)

Gabriel Pires
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As obras de revitalização na Via dos Mercadores, nas ruas João Alfredo e Santo Antônio, no centro comercial de Belém, que começaram nesta quarta-feira (22) e devem durar seis meses, vão garantir a revitalização do local, além de proporcionar a realocação dos ambulantes e padronização das barracas. Para os trabalhadores, as mudanças podem fomentar a geração de emprego e renda e aumentar o fluxo de consumidores - a partir da recuperação e reparo de diversos trechos do centro comercial.

Os serviços envolvem, também, a troca de pisos, instalações de meio fio e organização da fiação elétrica. O trecho - com cerca de 760 metros de área contemplada - também ganhará bancos, floreiras e lixeiras. Outras melhorias também serão garantidas no sistema de drenagem, pavimentação, recuperação dos paralelepípedos e calçadas de lióz. A Ordem de Serviço (OS), que marca o início das obras, foi assinada na manhã desta quarta-feira (22).

A programação que deu início às obras contou com a presença de Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém; Lélio Costa, secretário municipal de Urbanismo; e ainda ambulantes locais e representantes do setor comercial. Serão investidos R$ 5 milhões, que será complementar ao projeto de reforma do complexo do Ver-o-Peso, ambas preparatórias para a realização da COP-30, em novembro de 2025, na capital paraense. As obras, segundo a prefeitura de Belém, são realizadas em diálogo com os lojistas e mais de 200 ambulantes.

Igor Mota / O Liberal e Gabriel Pires / Especial para O Liberal

Geração de renda

Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém, destaca que a obra poderá impulsionar ainda mais a circulação de consumidores na área comercial e, consequentemente, fomentar a geração de renda aos comerciantes locais. “A obra está iniciando hoje, ela exigiu um esforço de projetos. Iniciamos pela rua Santo Antônio porque tem um número menor de ambulantes. A prefeitura quer que o comércio vá bem, porque gera emprego e ajuda o desenvolvimento econômico”, destaca o gestor municipal.

“A gente não quer que a obra pare o movimento do Comércio. É possível fazer a obra respeitando isso e estabelecendo um cronograma que evite prejuízos. Tem lugares que o paralelepípedo não será mexido, mas dará lugar a outro tipo de piso. Além do urbanismo e da iluminação, a ideia é que esse shopping a céu aberto funcione a qualquer hora e com segurança, também. Os lojistas, na medida do possível, deverão, ajustar as suas fachadas para recuperar essa beleza dessas arquiteturas seculares”, acrescenta Edmilson.

Quanto à permanência dos vendedores ambulantes, o prefeito destaca: “Vamos ter barracas padronizadas. Nós queremos fazer barracas confortáveis, que o vendedor possa ter uma quantidade do seu produto embaixo das barracas. O projeto é importante. E, se os ambulantes e os comerciantes estão apoiando, também é um passo importante". O prefeito ainda relatou que as obras não afetarão a estrutura de prédios históricos, preservando os imóveis seculares da capital paraense.

Já o secretário municipal de Urbanismo, Lélio Costa, aponta a importância da obra para a preservação da cidade: "a obra ajuda a valorizar nossa história, nossa cultura e nossa cidade, mantendo-a cada vez mais viva e preservada. É um projeto para revitalizar e valorizar o centro comercial de Belém para além do turismo". Segundo o secretário, o serviço vai beneficiar mais de 200 vendedores, centenas de lojistas e milhares de visitantes diários.

Melhorias

Para a comerciante Ana Silva, que há 9 anos trabalha no Comércio com a venda de sandálias, avalia que a revitalização do local trará diversas melhorias para as vias, sobretudo melhor trafegabilidade. Segundo ela, isso pode até ajudar nas vendas. “Às vezes, as pessoas caem na rua. E eu espero que a obra traga muita melhoria. Melhora isso para a gente, que comerciante, melhora paro o povo que vem comprar. Para quem vem ao Comércio, vai ficar espetacular”, relata Ana.

Já o vendedor de acessórios para celular, o comerciante Benedito Lobato, compartilha do mesmo sentimento. Ele espera que as obras no trecho possam melhorar a qualidade de vida e a rotina de trabalho. “A gente quer a melhora do comércio, porque está parado o movimento. E eles ajeitando, preparando a calçada, vai chamar mais a atenção dos clientes. Então, com isso, os turistas entrarão no comércio e vão querer virem comprar da gente”, comenta.

Outro comerciante da área que enxerga os benefícios da revitalização é o comerciante Renato Monteiro. A expectativa dele é que os trabalhadores informais - com o devido cadastro - também possam ter espaço para as vendas. “O que a gente espera é melhorias para a população e segurança, também, e que a nossa cidade fique melhor, para ambas as partes. Para mim e para terceiros. Vai melhorar 100% para nós, porque as vendas vão aumentar”, pontua o camelô.

Já para quem costuma fazer compras no Comércio, localizado no centro histórico da cidade, também transforma o cotidiano dos consumidores. Para a psicóloga Gisele Veiga, a contribuição da obra será imensa, sobretudo na revitalização das calçadas que, hoje, possuem alguns danos por conta do tempo: “A cidade realmente está precisando de obras e o comércio é um dos pontos, também, primordiais da nossa capital. Então, isso irá melhorar muito em todos os aspectos urbanos”. 

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Belém
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