Vendedores de artigos religiosos apontam queda nas vendas

Por conta da pandemia e o cancelamento de procissões do Círio, eles calculam um prejuízo estimado em até 70%.

Redação Integrada de O Liberal

A pandemia está atrapalhando as vendas de lembranças do Círio de Nazaré este ano. De acordo com vendedores que trabalham próximo à Praça Santuário, a procura pelas tradicionais fitas coloridas de Nossa Senhora de Nazaré e por outros produtos ficou muito abaixo do esperado e fez cair pela metade o faturamento.

“Todos os anos as vendas são boas. Chegamos a faturar cerca de R$ 10 mil. Este ano, ainda com dificuldades, minha meta é vender aproximadamente R$ 5 mil em produtos do Círio”, disse Joelson Sousa, de 22 anos, que aponta as fitinhas, terços e chaveiros como os artigos com mais saída. 

Joelson Sousa trabalha com venda de artigos religiosos há cinco anos no Círio de Nazaré. (Cristino Martins / O Liberal)

Ele conta que há cinco anos trabalha vendendo artigos do Círio de Nazaré e costuma investir cerca de R$ 2 mil em mercadorias personalizadas, o que não ocorreu desta vez. Já pensando na redução da clientela, Joelson decidiu cortar o investimento pela metade para evitar prejuízo.

“Eu resolvi comprar menos produtos este ano por conta da pandemia e agora vejo que eu não estava errado. A procura está muito baixa, caíram muito as vendas”, lamentou. Joelson mora em Canindé, município do interior do Ceará, e vem a Belém sempre no mês de outubro para vender os artigos do Círio.

Mesmo com a baixa procura, ele diz ainda ter esperança de que as vendas melhorem e o faturamento alcance R$ 5 mil.

Valdemir Teixeira, de 31 anos, comercializa produtos em madeira e gesso. Pela segunda vez em Belém durante o Círio, ele, que também é do Ceará, apostou na venda de crucifixos com a imagem de Jesus Cristo. Segundo ele, o resultado tem sido bom. “Até que eu consegui fazer uma venda boa. Não tanto quanto o ano passado, mas está sendo boa”, afirma.

Para Valdemir Teixeira, as vendas seguem com um faturamento equilibrado. (Cristino Martins / O Liberal)

Arraial

Outro reflexo da pandemia pode ser observado na área do Arraial de Nazaré. Ali, onde antes estavam os brinquedos, a Diretoria da Festa de Nazaré montou 24 estandes, onde são comercializados alimentos, produtos de vestuário e artigos religiosos. No mesmo local, o público também poderá acompanhar as lives do Círio Musical, iniciadas às 19h, em um telão instalado no centro do arraial.

No final da tarde de ontem, a professora Micico Assano, de 56 anos, passeava no local com o neto de seis anos. Ela conta que costuma comprar artigos da festa para presentear familiares e amigos todos os anos. “Eu sempre compro esses artigos do Círio, em especial as fitinhas. Gosto de dar de presente para meus conheci- dos”, disse.

Mesmo com um grande movimento de visitantes no Arraial de Nazaré, vendedores reclamam do baixo faturamento. (Cristino Martins / O Liberal)

No arraial improvisado, as vendas também estão abaixo do esperado. Mesmo com o bom fluxo de visitantes, Maria Carvalho, de 58 anos, disse estar insatisfeita com a pouca procura pelos produtos. “Caiu muito (a venda). As pessoas visitam o local, mas não compram nada. Acho que tivemos um prejuízo calculado em 70%, se comparado ao ano passado”, calcula a vendedora.

Belém
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