Último eclipse solar do ano não poderá ser visto no Pará; entenda

Fenômeno encerra a semana de comemorações do Dia Nacional da Astronomia e do Astrônomo

Laís Santana

No próximo sábado (4) ocorrerá o último eclipse solar do ano. Contudo, o fenômeno não poderá ser visualizado no céu do Pará. O evento encerra a semana onde foi comemorado o Dia Nacional da Astronomia e o Dia do Astrônomo, ambos celebrados no dia 2 de dezembro. 

A Nasa, a agência espacial americana, afirma que o fenômeno será visto em sua totalidade apenas na Antártida, mas pessoas de alguns lugares do hemisfério Sul também poderão observá-lo. Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra e faz uma sombra sobre o nosso planeta, bloqueando total ou parcialmente a luz solar em algumas áreas 

Luís Crispino, coordenador geral do Núcleo de Astronomia (Nastro) da Universidade Federal do Pará (UFPA), explica que cada eclipse, seja ele solar ou lunar, só pode ser visto de uma porção do planeta Terra. “O eclipse total do Sol de 04 de dezembro de 2021 não poderá ser visto do solo das Américas.”

Apesar de não haver um curso superior presencial de Astronomia na Amazônia, o pesquisador da área celebra o dia dedicado a Astronomia apontando crescimento das atividades para além do estado no último ano. “Esta é uma das razões pelas quais o Núcleo de Astronomia (Nastro) da UFPA oferece gratuitamente há mais de uma década aulas preparatórias para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e para a Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). Além de preparar para a OBA e para a MOBFOG estas aulas permitem ensinar Astronomia para os belenenses. Com a pandemia de Covid-19, as aulas passaram a ser online e, com isso, temos atualmente a participação de pessoas não só do Pará, mais de alguns outros estados brasileiros”, pontua Crispino. 

Este ano, alguns acontecimentos marcaram o cenário da Astronomia, sobretudo em Belém. Um deles foi a observação com sucesso do eclipse parcial da Lua ocorrido no dia 19 de novembro. Durante o evento, a equipe do Nastro conseguiu realizar um belo registro da Lua, antes e durante o eclipse, com o auxílio de smartphones que foram acoplados a telescópios.

A descoberta de potenciais asteroides, no âmbito do programa "Caça Asteroides MCTI" (https://www.even3.com.br/cacaasteroidemcti/), programa em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e o International Astronomical Search Collaboration (IASC/NASA), também marcaram a astronomia no Pará . No âmbito deste programa duas equipes do Nastro descobriram um total de seis potenciais asteroides.

“A compreensão do que se vê no céu noturno permitiu grandes avanços à humanidade, como, na antiguidade, saber o melhor momento para semear, e, em tempos modernos, o entendimento de nossa própria origem. Foram as estrelas longínquas que produziram os elementos essenciais para a existência do ser humano”, ressalta Luís Crispino. 

Os interessados em participar das aulas de Astronomia devem entrar em contato com o Nastro por meio das redes sociais. 

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Belém
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