Trabalhadores relatam que desabamento de prédio histórico afetou rotina no comércio de Belém
O caso foi registrado na manhã desta segunda-feira (6), no bairro da Campina
O desabamento parcial de um prédio histórico na rua 13 de Maio, no bairro da Campina, alterou a rotina de comerciantes, funcionários e ambulantes que atuam no centro comercial de Belém na manhã desta segunda-feira (6). Com o isolamento de cerca de quatro quarteirões por medida de segurança, dezenas de estabelecimentos permaneceram fechados enquanto equipes técnicas avaliavam as condições estruturais do imóvel.
Gerente de uma loja localizada nas proximidades, Josiane Rodrigues, de 33 anos, contou que só tomou conhecimento da ocorrência quando chegou para trabalhar, por volta das 8h45.
“Quando eu cheguei, já vi toda a movimentação, os funcionários da outra loja e o isolamento. Fui até a viatura e um dos policiais me informou que estavam aguardando a fiscalização do Corpo de Bombeiros e a chegada do engenheiro da Prefeitura. A previsão era de liberar a área por volta de meio-dia ou 13 horas, mas sem nenhuma certeza”, relatou.
Segundo ela, apesar da preocupação, os trabalhadores da região não haviam percebido sinais aparentes de que o imóvel pudesse desabar.
“A loja onde eu trabalho fica mais para o meio da rua, e o prédio que desabou é na esquina. Pela distância, a gente não conseguia perceber se havia algum risco de desabamento. O que preocupa agora é se isso pode ter comprometido as outras estruturas, por isso estamos aguardando a avaliação técnica”, afirmou.
Há quatro anos trabalhando no comércio da Campina, Josiane disse que a segunda-feira, tradicionalmente movimentada para o setor, acabou sendo prejudicada pela interdição.
“Hoje era para estar bem mais movimentado. Segunda-feira costuma ter um fluxo bom de clientes. Se não tivesse acontecido esse desabamento, o movimento seria melhor. Agora a gente só espera a decisão dos órgãos responsáveis para saber se vai poder abrir a loja”, disse.
Impactos
Quem também sentiu os impactos foi o ambulante Joaquim Amorim, de 62 anos, que trabalha há 27 anos na área. Ele contou que soube do desabamento ainda pela manhã, antes de chegar ao local.
“Eu vi a notícia na televisão, dizendo que tinha caído uma parte desse prédio. Quando cheguei aqui, já estava tudo interditado”, afirmou.
Segundo Joaquim, o bloqueio das vias reduziu a circulação de consumidores e afetou diretamente as vendas.
“O movimento caiu porque as pessoas não sabem por onde passar. Está tudo interditado e isso acaba afastando os clientes”, relatou.
O ambulante disse ainda que, embora não tenha recebido orientações específicas, percebeu que as interdições se concentraram nas ruas mais próximas ao imóvel.
“Na parte onde eu trabalho, não recebemos nenhuma orientação. Mas a Marechal Deodoro, a 13 de Maio e outras ruas ali ficaram interditadas”, contou.
Enquanto aguardam a conclusão da vistoria técnica, comerciantes e trabalhadores permanecem sem previsão definitiva para a retomada das atividades na área isolada. Os laudos elaborados pelos órgãos responsáveis irão definir quando o perímetro poderá ser liberado e se haverá necessidade de novas medidas de segurança.
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