Servidores municipais fecham Av. Portugal durante novo ato unificado no bairro da Cidade Velha
Trabalhadores buscam reunião com o prefeito de Belém, Igor Normando
Durante o ato unificado realizado na manhã desta quarta-feira (11), os servidores municipais da Saúde, da Assistência Social e da Educação interditaram a Av. Portugal, ao lado da Prefeitura de Belém, no bairro da Cidade Velha. Os trabalhadores não foram recebidos de forma unificada por representantes da Prefeitura de Belém e exigem reunião com o prefeito Igor Normando para revogação da lei que altera o Estatuto dos Servidores.
A reportagem solicitou informações para a Prefeitura de Belém, Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Semec) e Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep) e aguarda retorno.
Os trabalhadores exigem uma reunião com o prefeito de Belém, Igor Normando, ainda nesta semana anterior ao Carnaval. “Queremos ser recebidos de forma unificada pelo prefeito de Belém ainda essa semana”, reafirmou Léia Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Sintsuas).
Os servidores decidiram realizar um ato unificado para fortalecer a manifestação e buscar que a gestão municipal dialogue com as três categorias. “O ato unificado demonstra a insatisfação coletiva dos servidores de Belém com esse procedimento da gestão de impor uma lei sem dialogar com a categoria”, afirma Ribamar Santos, coordenador geral de relações de trabalho do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Pará (Sindsaúde-PA).
A insatisfação é voltada para a revogação da Lei nº 10.266/26, conhecida como “pacote de maldades”. A legislação reúne projetos de lei enviados pelo prefeito de Belém, Igor Normando, e aprovados durante a 8ª Sessão Extraordinária da Câmara Municipal, em dezembro de 2025.
A greve da Assistência Social e da Educação começou no dia 19 de janeiro, enquanto os servidores da Saúde iniciaram no dia 5 de fevereiro. Os atos já foram realizados em vários locais, como em frente ao Palácio Antônio Lemos; em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semec), no bairro de Nazaré; em frente à sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no bairro do Castanheira; em frente à Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), no bairro de São Brás; e em frente à Fundação Papa João XXIII (Funpapa), no bairro do Marco.
Reunião Unificada
Os trabalhadores foram à Prefeitura para uma reunião marcada com os assessores do Gabinete do prefeito Igor Normando, mas, no local, foram avisados que não havia ninguém para recebê-los, segundo a coordenadora do Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Madalena Gonçalves.
Os servidores informaram que o secretário da Secretaria Municipal de Coordenação Geral do Planejamento e Gestão (Segep), Patrick Tranjan, tentou marcar uma reunião com os trabalhadores da educação, mas os sindicatos apenas aceitam reunir de forma unificada. “O secretário entrou em contato com o Sintepp solicitando uma reunião com os representantes da educação. O Sintepp disse que não aceita reunir para discutir só a pauta da educação, mas sim a pauta geral”, conta Madalena Gonçalves.
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