Servidores de hospitais universitários no Pará rejeitam proposta da Ebserh e mantêm greve
Após um ato em protesto por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, os servidores decidiram aderir à greve nacional desde a última segunda-feira (30), após assembleia geral
Trabalhadoras e trabalhadores do Hospital Universitário João de Barros Barreto e do Hospital Bettina Ferro - hospitais universitários administrados pela antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), agora HU Brasil - decidiram, nesta quarta-feira (1º), recusar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela empresa em reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com as entidades nacionais que representam a categoria. Após um ato em protesto por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, os servidores decidiram aderir à greve nacional desde a última segunda-feira (30), após assembleia geral.
A decisão foi reafirmada após uma reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizada também na segunda-feira, que terminou sem acordo com a categoria. O TST solicitou que o movimento seja mantido no atual nível até a próxima rodada de negociação.
Na ocasião, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) apresentou uma proposta de reajuste equivalente a 80% do INPC, rejeitada pelos trabalhadores. A categoria reivindica a reposição integral da inflação, com ganho real, além de avanços nas cláusulas sociais.
E ainda entre as demandas dos servidores estão ainda a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a melhoria das condições de trabalho e a garantia de férias de 40 dias para profissionais expostos à radiação. A paralisação ocorre em meio ao impasse nas negociações, já que a proposta foi considerada insuficiente pelas entidades sindicais.
A Redação Integrada de O Liberal solicitou mais informações sobre o assunto a empresa HU Brasil. A reportagem aguarda retorno.
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