Vacinação: sem nova remessa, Belém fica sem previsão para próximas etapas

Diretor da Sesma diz que falta de informações vindas do Ministério da Saúde tem prejudicado o planejamento

Cleide Magalhães

Desde 19 de janeiro de 2021, Belém já recebeu o total de 68.000 doses de vacinas. Foram 20.000 no primeiro lote, 20.000 no segundo lote e mais 8.000 no terceiro lote. Além de 20.000 para a aplicação da segunda dose.

Do total de 68.000 vacinas, 58.450 são da Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e 9.950 são da Oxford, AstraZeneca/Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Sem previsão de nova remessa de vacinas por parte do Governo Federal, o diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudio Salgado, diz que não há como prever como ficará o cronograma de vacinação para Belém para as próximas fases de imunização. Nesta quinta-feira (18) termina a vacinação para pessoas nascidas em 1937 e completam 84 anos em 2021. 

As vacinas são adquiridas pelo Governo federal, via Ministério da Saúde, e disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de acordo com os grupos prioritários definidos.

“Não temos como fazer cronograma de algo que não temos. Resolvemos não fazer um cronograma geral e, na medida em que a vacina chega, programamos para aquele quantitativo. Parece que vão chegar novas vacinas na próxima terça (23), mas não sabemos se vão chegar mesmo nem o quantitativo. Nem nós nem o estado do Pará sabemos. Essa é uma questão do Ministério da Saúde, que não está informando”, afirma.

“Nosso Plano Operacional inicial era vacinar, em Belém, 350.000 em 35 dias, ou seja, 10.000 aplicações por dia. Temos capacidade para isso, mas não temos vacinas”, disse.

Cláudio Salgado informa que o plano é ampliar o que já é feito em Belém. “com a chegada das vacinas vamos ampliar a vacinação para os profissionais de saúde e chegar aos hospitais e clínicas atingindo pelo menos 60% deles, mesmo os que não estão na linha de frente de combate à covid-19. Além de diminuir a idade dos idosos, porque ainda estamos nos que têm 84 anos e queremos chegar em pelo menos 75% dos idosos vacinados.”

Belém
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