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Saiba como a mudança de temperatura pode afetar a saúde vocal e respiratória

Especialistas dão dicas de cuidado e explicam que em caso de tosse seca e irritativa é importante procurar um médico

Emanuele Corrêa

As mudanças de temperaturas percebidas em Belém - com oscilações entre períodos chuvosos e ensolarados - são propícias para o aumento das chamadas "viroses" e o aparecimento de sintomas, como a tosse seca e irritativa, além, de causar prejuízos à saúde vocal e respiratória. Especialistas das áreas de infectologia, otorrinolaringologia e fonoaudiologia, explicam quais os cuidados devem ser adotados nestes períodos.

O médico infectologista Lourival Marsola explica que dentro da amostra analisada em seu estudo particular, tem percebido um aumento de sintomas respiratórios, no entanto, com amostras negativas para a Covid-19.

Devido às mudanças de temperatura, Marsola não descarta a possibilidade do aumento da circulação viral, mas ressalta que para se ter a confirmação, os órgãos de saúde precisam fazer uma análise do cenário para confirmar ou não, se esses vírus estão circulando e quais são os tipos. "Nesse período realmente aumentam as viroses, em geral. Mas precisam estudar essas amostras das unidades de atendimento de urgência, principalmente, de crianças. Realizar um estudo para saber quais são os tipos de virose que estão circulando", afirmou.

"Neste momento quem é que coincide com esses vírus? É a Covid, vírus da influenza, lembrando que temos vários vírus da gripe. Tem a influenza A, B... Dentro da influenza A, temos: H1N1, H3N2. Várias variantes de influenza B. Temos vários vírus que chamamos de maneira genérica de resfriado. Vírus Sincicial Respiratório (VSR), muito comum em crianças e que causam reações mais graves. Precisamos estudar para saber quais são os vírus que estão causando infecções no nosso meio", complementou.

Erivaldo Pereira, médico otorrinolaringologista, explica que com relação à tosse seca e irritativa, a primeira recomendação é buscar um profissional. No caso das crianças, buscar um pediatra e da população jovem e adulta, um clínico ou otorrino. "A mudança de temperatura obviamente mexe com a temperatura ambiental e algumas pessoas podem aparecer com essa tosse. Muitas pessoas se automedicam. O ideal é identificar qual é a razão dessa tosse: se é uma tosse seca, pode ser de origem alérgica, pode ser de origem viral. Neste tempo de pandemia é muito comum se manifestar a tosse de origem viral e deve ser conduzida por um médico especialista", comentou.

De modo geral, Erivaldo orienta investir na hidratação, além de uma alimentação balanceada e exercícios físicos, que vão contribuir com a imunidade. Ele destaca também que é necessário buscar um profissional da fonoaudiologia, para fazer o acompanhamento da saúde vocal, que geralmente é afetada pelas síndromes respiratórias.

"Orientação às pessoas, é que possam fazer uma uma boa hidratação oral, bebendo água, alimentando-se de forma adequada. Também um exercício físico ajuda. O tempo de pandemia a gente orienta o uso de máscaras em ambientes fechados, porque se essa tosse for de origem viral, você poderá transmitir para outras pessoas um vírus", concluiu.

A mudança de temperatura interfere diretamente na biodinâmica da musculatura do trato vocal, é o que explica Rodrigo Schumacher, 24 anos, fonoaudiólogo especialista em voz pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO). (Reprodução / Vivian Barros)

Saiba como cuidar da saúde mantendo as cordas vocais hidratadas

A mudança de temperatura interfere diretamente na biodinâmica da musculatura do trato vocal, é o que explica Rodrigo Schumacher, 24 anos, fonoaudiólogo especialista em voz pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO). "Isso acontece porque algumas pessoas podem ter edema (inchaço) decorrente de resfriados, desidratação, episódios de sinusite, rinite ou até mesmo alergias do trato vocal potencializadas por essa mudança brusca de temperatura", ressaltou.

Na região amazônica Rodrigo desenvolve um projeto e o método chamado “Academia da Voz”, que une a fonoterapia com a técnica vocal, para a melhora vocal dos profissionais que utilizam a voz e que também são mais afetados nesses períodos. Rodrigo orienta às pessoas que fazem muito uso da voz e a população, em geral, que mantenham a hidratação em dia, não só do corpo bebendo água, mas realizando nebulização que hidrata localmente as pregas vocais. A tendência, é melhorar a tosse seca e irritativa.

"É sempre importante manter a hidratação do trato vocal, ingerindo água em temperatura ambiente, nada de água gelada, pois pode piorar os sintomas. Além da água é recomendado realizar nebulização com soro fisiológico somente. Qualquer tipo de rouquidão por mais de uma semana é necessário procurar ajuda médica", afirmou.

O especialista destacou algumas dicas de cuidado com a saúde vocal, confira:

1. Manter uma rotina de atividade física, pois o corpo faz parte da voz, sem um apoio respiratório adequado pode ser desencadeado disforias funcionais por tensão extrínseca da laringe, ou seja, algumas das alterações vocais mais recorrentes é por excesso de tensão em região de cabeça e pescoço geralmente por falta de uma boa respiração.

2. Cuidar das vias nasais, fazer uma lavagem simples com soro fisiológico

3. Evitar: gritar, falar sussurrando, uso de álcool e fumar principalmente antes do uso profissional da voz. 

4. Evitar alimentos derivados do leite, pois eles estimulam a produção de pigarro.

5. Sinais como fadiga vocal, ficar sem voz ao falar durante o dia, dor ao cantar ou falar, falta de ar, procurar um fonoaudiólogo.

6. Em caso de tosse seca e irritativa prolongada, procurar um médico otorrinolaringologista

Belém
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