Rodoviários liberam pista na estrada Belém-Mosqueiro

Protesto foi encerrado às 17h. Profissionais da empresa Transcap cobram pagamentos de salários atrasados.

Redação integrada de O Liberal

Rodoviários da empresa Transcap realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira (11). Alegando não receber salários há dois meses, 200 profissionais da empresa - operadora das linhas Santa Bárbara-São Brás e Mosqueiro-São Brás - interditaram a rodovia PA-391, mais conhecida como "estrada de Mosqueiro". A interdição da pista durou das 15h  às 17h. 

A liberação foi negociada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária da PM (BPRV). O ato terminou com a promessa de uma reunião conciliatória, entre os trabalhadores e a empresa. O encontro ainda não terminou. A categoria segue paralisada. Usuários do transporte público seguem sem ônibus.

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Além da falta de pagamento, os rodoviários dizem que foram informados, após sucessivas cobranças, de que a empresa declararia falência. Já haveria até acordo pronto para os trabalhadores assinarem, com indenizações de R$ 5 mil para motoristas e R$ 3 mil para cobradores - independente do tempo de serviço. 

A Transcap tem uma frota de 40 veículos, informam os rodoviários. São 28 para Mosqueiro e 12 para Santa Bárbara. Desde a manhã desta quinta-feira, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) buscou outras empresas para operar a linha de Mosqueiro. Aos 25 mil passageiros de Santa Bárbara, sobraram vans e outros ônibus de Mosqueiro. 

Segundo os trabalhadores, os veículos estão em péssimas condições de conservação e manutenção. Por isso, sempre há desfalques no atendimento por panes mecânicas.

"A empresa não era assim. As coisas têm sido estranhas há seis meses. Chegamos a fazer outra paralisação, há dois meses. Vinte trabalhadores foram demitidos e já estão justiça contra isso. E nesses últimos dois meses desandou de vez e não teve mais salário. INSS e FGTS estão sendo descontados, mas não são repassados. A população está saturada desses ônibus quebrados. Nós, que ouvimos as reclamações, também estamos", comenta um dos rodoviários, que preferiu não se identificar por medo de represálias da Transcap.

Ao final da reunião com a empresa, os trabalhadores não aceitaram a proposta. A empresa se comprometeu a fazer um empréstimo, nesta sexta, para pagar um vale de R$ 200 para motoristas e R$ 150 para cobradores. Os restante do pagamento da quinzena e do tíquete ficariam para a semana que vem. Os rodoviários preferiram manter a paralisação até que uma proposta melhor seja feita. Isso quer dizer que os usuários dos ônibus terão mais um dia de dificuldade.

Pela manhã, longas filas se formaram em São Brás, na praça onde se concentram os ônibus que vão para Mosqueiro. Por conta da paralisação, os usuários ficaram várias horas sem transporte.

A Prefeitura de Belém informa que "...mantém o plano emergencial para cobrir a paralisação da linha que opera o trajeto Belém-Mosqueiro. A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) colocou em operação 12 ônibus extra de diversas empresas que, ao longo do dia, conseguiram atender a demanda que havia ficado desassistida pela paralisação, e às 18h desta quinta-feira, horário considerado de pico de retorno a Mosqueiro, não foram registradas filas no ponto de São Brás"

"Caso a situação permaneça na sexta-feira, a Semob informa que o plano emergencial será mantido e, em virtude disso, orienta os veranistas que planejam utilizar a linha urbana para Mosqueiro que procurem viagens fora do horário de pico, visto que, com os tradicionais congestionamentos de saída da cidade, o intervalo no tempo de viagem entre os ônibus extra provavelmente será maior", informa a prefeitura.

Protesto começou no início da tarde: grande engarrafamento se forma (via redes sociais)

 

Belém
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