Projeto leva acolhimento psicossocial e educação a pessoas em vulnerabilidade na Grande Belém

Mais de 800 pessoas já foram atendidas desde o surgimento do projeto, em 2025

Bruno Roberto | Especial para O Liberal

Com o objetivo de promover o emprego, a educação, o suporte psicossocial e a preservação ambiental, o projeto “Dignidade para a Infância”, da Associação Beneficente O Pequeno Nazareno, atua na Grande Belém para atender pessoas em vulnerabilidade social de todas as idades, por meio de cursos, atendimentos e outras ações. O projeto já atendeu mais de 800 pessoas desde março de 2025, e o foco de atuação, em 2026, será na Ilha de Outeiro.

O projeto surgiu em 2025 e já realizou inúmeras atividades com diferentes focos. Entre as ações, estão grupos terapêuticos com mulheres vítimas de violência e com meninas adolescentes que estejam grávidas e/ou que tenham filhos na primeira infância.

No setor socioambiental, são feitas oficinas socioculturais e ambientais, além de ações de limpeza de praias. O projeto ainda ajuda na formação de competências para o mercado de trabalho, como oficinas profissionalizantes.

“A importância é dignificar o ser humano que está em situação de vulnerabilidade por meio da educação, que é a base da sociedade. Quando promovemos a educação e a garantia de direitos, estamos dignificando uma família como um todo”, defende Karina Cardias, administradora e organizadora do projeto.

Em 2026, o foco de atuação do projeto é a Ilha de Outeiro, onde o projeto mapeou situações de trabalho infantil, altos índices de violência contra mulheres, crianças em situação de rua e meninas grávidas. “Outeiro é um território distante do centro urbano de Belém, e as ações do poder público se distanciam também”, afirma Karina Cardias. Apesar do foco, o projeto não se limitará a atender apenas pessoas de Outeiro.

Aos interessados em participar das atividades e buscar apoio psicossocial, o projeto recomenda entrar em contato pelo WhatsApp, no número: (91) 98163-3404.

O projeto é realizado por meio de uma parceria com a Petrobras, dentro do Programa Socioambiental. Além de Belém, o "Dignidade para a Infância" também está presente em cidades como Fortaleza, Manaus, São Luiz, entre outras.

image Apesar do foco do projeto ser a ilha de Outeiro em 2026, o apoio no centro urbano de Belém continua (Foto: Igor Mota/O Liberal)

Cuidado psicossocial

O projeto Dignidade para a Infância destaca a realização de apoio psicossocial, unindo os cuidados da área de psicologia com a assistência social. “Atendemos o jovem em sua totalidade, isto é, a família como um todo. Potencializamos e atuamos na garantia de direitos, atendendo onde eles mais precisam. É o nosso diferencial”, relata Jeniffer Botelho, assistente social.

O apoio psicossocial trabalha em várias frentes com as pessoas que buscam o projeto. “Trabalhamos muito com a autoestima dos jovens. Também fazemos encaminhamentos, acompanhamentos nas escolas e cuidamos dos grupos terapêuticos”, detalha Ivety Magno, psicóloga.

O projeto já observou a melhora de muitas pessoas que foram atendidas, como no trabalho com as indígenas Warao. “De início, foi bem difícil, por elas serem de outra etnia e de outro país. Ao finalizar, vimos a entrega, o abraço e o carinho delas. Com os jovens, também notamos. Eles chegavam muito retraídos, e vimos essa melhora”, conta a psicóloga.

Curso profissionalizante

Nesta quinta-feira (29), o projeto realizou um curso sobre direitos trabalhistas e previdenciários para jovens. Foi abordado ainda o tema da seguridade social, do Sistema Único de Saúde, do Sistema Único de Assistência Social e como ter acesso aos direitos.

“Eles são jovens que vão ingressar no mercado de trabalho. Então, precisam aprender quais são os direitos que eles têm enquanto jovens em vulnerabilidade”, afirma João Carlos, instrutor de ensino profissionalizante, que atua no projeto desde julho de 2025.

O estudante Bryan Maia, de 16 anos, soube do Dignidade para a Infância quando o projeto visitou a escola dele, o que gerou interesse em participar do curso desta quinta-feira (29).

“Eu gosto de aprender mais sobre o ambiente de trabalho, já que eu nunca trabalhei. Eu acabo aprendendo e ficando mais seguro para fazer algum trabalho. Além disso, aprendemos sobre como aceitar o próximo, o que também é importante”, relata o estudante. “Eu não era muito sociável e, depois que vim para cá, acabei socializando mais”, completa.

Serviço

Projeto "Dignidade para a Infância"

Endereço da sede: Rua Aleutas, nº 47, Conjunto Tapajós, bairro do Tapanã.
Contato: (91) 98163-3404.

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