Professor é internado com suspeita de Meningite Bacteriana

Após ter uma crise, ele foi internado às pressas em um hospital de Belém

Redação Integrada

Um professor da rede particular do município de Castanhal, nordeste paraense, foi internado às pressas na manhã desta quinta-feira (25) no Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, com a suspeita de ter contraído Meningite Bacteriana - uma doença contagiosa que pode ser adquirida através de gotículas de saliva ou secreção expelidas por indivíduos infectados ao falar, tossir, espirrar ou beijar.

Segundo relatos de alunos de uma faculdade particular, onde o professor é aluno do curso de direito, o educador teve uma crise de memória dentro da sala de aula e foi levado às pressas para o Hospital na capital. 

Por conta do ocorrido, as aulas e provas que aconteceriam hoje foram canceladas. "Informamos que estaremos suspendendo as aulas, como medida preventiva, em virtude de um de nossos professores ter sido diagnosticado com Meningite Bacteriana. Até o momento não recebemos nenhuma orientação de órgãos de saúde, mas decidimos tomar essa decisão por conta própria. Voltaremos na 2ª Feira, dia 29 de abril, às atividades normais" comunicou uma escola particular, por whatsapp, onde o professor dar aula. 

Em nota, o Hospital informou que o professor deu entrada na unidade com suspeita de meningite. Após realização de exames, foi confirmado resultado positivo para meningite meningocócica. O paciente iniciou o tratamento e, sob responsabilidade da família e a pedido foi transferido às 12h30 do Barros Barreto para um hospital particular. 

O número de mortes por meningite no Pará caiu de 14 para 8, em uma comparação entre o primeiro quadrimestre de 2018 e 2019, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgados nesta terça-feira (23). A Sespa ressalta que, mesmo com a redução, é importante que a população mantenha as medidas preventivas contra a meningite, principalmente nesse período de chuvas intensas, que levam as pessoas a ficarem aglomeradas em locais fechados, o que propicia a propagação de diversas doenças infecciosas.

Transmissão 

A doença é transmitida por meio do contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes, sendo fundamental o contato íntimo, ou seja, quando o indivíduo reside na mesma casa ou compartilha a mesma sala de aula de escola ou dormitório de creche, asilo, alojamentos ou quartéis, e outros pontos de convívio social em que pode haver contato próximo e prolongado com outras pessoas ou pessoa diretamente exposta às secreções do paciente. O período de incubação é, em média, de dois a dez dias.

Sinais e sintomas

Entre os sintomas, além de febre e dor de cabeça, tanto em criança como adulto, a doença apresenta pintas arroxeadas, que com o passar do tempo unem-se e se tornam manchas, bem diferentes das pintas vermelhas apresentadas em casos de dengue, que também causa febre, dor de cabeça, dor nos olhos, músculos e juntas. Em geral, o quadro clínico é grave e se caracteriza por febre, fortes dores de cabeça, vômitos, rigidez de nuca, confusão mental e sinais de irritação meníngea. 

Prevenção 

Uma das medidas preventivas mais importantes é cumprir o calendário básico de vacinação preconizado para as crianças e adolescentes, que dispõe de cinco tipos de vacina: vacina meningocócica C; vacina pentavalente; vacina BCG; vacina pneumocócica 10-valente (conjugada) e a vacina polissacarídica contra o S. paneumoniase 23-valente para toda a população indígena acima de dois anos de idade e para a população idosa.

Belém
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