Primeiro mês de obras emergenciais de saneamento melhoram escoamento da água

Serão 100 dias ao todo, com limpeza, dragagem de canais e conscientização da população

Victor Furtado

Após o primeiro mês de operação emergencial preventiva ao inverno, a titular da Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (Sesan), Ivanise Gasparim, avalia que foi possível começar um processo de minimização dos impactos de chuvas e alagamentos. Minimizar, ela ressalta. Soluções para as enchentes históricas da capital demandam soluções complexas e de longo prazo. Algumas dessas soluções, que estavam paralisadas ou em ritmo lento, estão passando por diagnóstico para que sejam retomadas da melhor forma possível.

Essa operação emergencial tem a duração de 100 dias. Iniciou no dia 13 de janeiro e segue até abril. Toda a rede de canais deve ser contemplada com a limpeza manual e mecânica. Há cerca de 2 mil pessoas contratadas para esse trabalho. E ainda a regularização da coleta de lixo — a secretária diz que ainda está em curso, pois a coleta domiciliar não estava sendo feita como deveria —; controle e eliminação dos 200 pontos críticos de despejo de entulhos e comunicação com a população sobre cuidados com lixo.

"As medidas também incluem varrição, limpeza de bueiros... ações para minimizar a falta das obras que deveriam ter sido feitas e não foram nos últimos anos. Estamos enfrentando o problema de frente enquanto as obras dos canais da Bernardo Sayão e da Estrada Nova, que estavam paradas, são retomadas. Há outras a serem feitas e que estamos em diálogo com o Governo do Estado para fazer, como o canal do Mártir, no Curió-Utinga", explicou Ivanise.

Limpeza de bueiros, roçagem, coleta de lixo e controle e eliminação de pontos de descarte de entulhos estão na lista de trabalhos de cada área (Dominiki Giusti / Ascom Sesan)

Além da coleta que estava irregular, a secretária destaca que havia canais há muito tempo assoreados e sem dragagem, como o da 14 de Março e o São Joaquim. Com os outros locais já visitados na operação emergencial, foi possível notar algumas áreas da Terra Firme ou nem alagaram; ou tiveram situação amenizada; e onde alagou secou mais rápido. A expectativa é que essa melhoria, mesmo que pontual, seja sentida e percebida. Os esforços já avançaram a Outeiro, Mosqueiro e Icoaraci.

"Queremos que a cidade fique limpa e a população sofra o mínimo possível com esses problemas históricos. Completamos 30% da operação e ainda estamos inquietos e insatisfeitos. Calmos só quando as obras definitivas foram concluídas e não tenhamos mais esse sofrimento das pessoas. Aí sim. Até lá, vamos trabalhando e estamos sendo bem recebidos nas comunidades, para que nos ajudem nessas ações emergenciais. Nós queremos e defendemos a participação popular", concluiu Invanise.

A ação já passou pelos bairros da Terra Firme, Marco, Condor, Campina, Mangueirão, Cremação, Guamá, Pedreira, São Brás, Nazaré, Jurunas, Batista Campos, Umarizal, Sacramenta, Bengui, Cidade Velha, Icoaraci, Reduto e Águas Lindas e passará por toda a cidade, possivelmente mais de uma vez.

Dentre os locais em que a Sesan já atuou e continua com manutenção estão: a bacia do Una, da Estrada Nova, do Tucunduba, do Paracuri, do Mata Fome, Murucutum, e os canais do Galo, São Joaquim, Tucunduba, Vileta, Timbó, Dr. Moraes, Generalíssimo, 14 de Março, Cipriano Santos, Bernardo Sayão, Caraparu, Eletronorte, Tamandaré, Antônio Baena, da Três de Maio, Santa Cruz, Quintino Bocaiúva, do Jacaré (Una), Doca e Reduto, Santa Izabel e Pimenta Bueno, (Icoaraci), Conjunto Promorar, Mundurucus.

Belém
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