Primeira edição de 2026 do ‘Uma Noite no Museu’ movimenta espaços culturais em Belém
Programação movimentou a Casa das Onze Janelas e outros museus nesta quinta-feira (9)
A primeira edição deste ano do circuito “Uma Noite no Museu” movimentou diversos equipamento culturais, em Belém, nesta sexta-feira (9), incluindo o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com a abertura ao público das exposições “Do Rio ao Mar”, do fotógrafo paraense Luiz Braga, e “Belém Refigurada”. As atividades foram realizadas simultaneamente em diferentes pontos da capital com atividades gratuitas.
Para o estudante Gustavo Silva, de 20 anos, que estava conhecendo a exposição na Casa das Onze Janelas, garantir o acesso da população aos museus é fundamental para democratizar a arte e o conhecimento sobre a história de Belém. Ele contou que considera essa abertura importante justamente por ampliar o acesso ao público e que já visitou o espaço diversas vezes, em várias edições realizadas no ano passado.
“Eu gosto muito, é uma experiência muito bacana. Principalmente por vir também à noite, que é um um ambiente completamente diferente. De vez em quando, temos visitas de disciplinas na universidade, então sempre estamos vindo aos museus. Além disso, estamos frequentemente desenvolvendo trabalhos e escrevendo artigos, por isso adoramos aproveitar essas oportunidades para retornar”, comenta.
Sobre a exposição na casa das Onze Janelas, o jovem relata que as obras lembram a regionalidade amazônica e reforça a importância de contar sobre a região a partir da arte. “É a primeira vez que eu estou vendo as obras dele e eu tô adorando. São exposições lindas, uma foto mais linda que a outra. E é maravilhoso ver essa história de Belém sendo contada por meio dessas fotografias, das iconografias. É extremamente importante”, relata.
Patrimônio
Já a estudante Ana Letícia Ribeiro, de 20 anos, que estava acompanhada do amigo Gustavo e também cursa História na Uepa, contou que seu interesse por museus e espaços culturais surgiu ainda no período escolar e permanece até hoje. Segundo ela, professores de História e Geografia incentivavam os alunos a explorar a cidade e conhecer seu patrimônio, o que despertou sua curiosidade sobre Belém e seus espaços históricos. Esse contato inicial, afirma, foi fundamental tanto para fortalecer o interesse pelo patrimônio cultural quanto para a escolha do curso que segue atualmente.
“Eu acho que essa regionalidade que a gente fala é extremamente forte, extremamente importante. Eu acredito que um pouco dessas fotos relembra a nossa história: quando a gente está perto do Ver-o-Rio, quando vê um barco de miriti, quando vai para o interior visitar a família. Eu acho que todas essas obras acabam falando um pouquinho da gente como paraense”, observa a estudante.
Sobre a iniciativa da programação, ela ainda destaca: “Sobre a iniciativa da programação, ela ainda destaca: ‘A democratização [do acesso aos museus] é extremamente importante. Quando a gente pensa na história de Belém, a gente sempre pensa em uma história ainda muito elitizada desses grandes lugares, mas acredito que o museu, disponibilizando não só o complexo, mas toda uma rede de museus, assim, é incrível’.”
Primeira vez
Já para a auxiliar administrativo Lurian Martins, de 27 anos, a noite foi marcada pela primeira visita a museus. Junto do namorado e de uma amiga, ela começou o roteiro pela Casa das Onze Janelas e pretendia seguir pelos demais espaços ao redor. “Eu gosto bastante da área cultural, mas é a primeira vez que eu venho na programação do Um Noite no museu. Sempre eu tinha tentado ir algumas vezes, mas nunca tinha dado certo. Achei muito legal a primeira experiência”, diz.
“Eu acho muito importante. Pretendemos ir em outros museus ainda. A gente precisa ter contato com a nossa história, conhecer as exposições, conhecer a nossa Amazônia, conhecer o nosso lugar. Então, considero isso essencial. Realmente é a correria do dia a dia, mas agora vou tentar vir mais vezes”, acrescenta Lurian.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA