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Portões da UFPA são fechados em novo ato da greve nacional, nesta quarta-feira (15), em Belém

Docentes e técnicos administrativos estão desde as primeiras horas do dia em frente ao Instituição, no bairro do Guamá

O Liberal

Os portões da Universidade Federal do Pará (UFPA) foram fechados na manhã desta quarta-feira (15/05) em Belém. A ação faz parte de um dos atos da Greve Nacional das Instituições Federais, que reivindicam melhores condições de trabalho e salários para docentes e técnicos administrativos, que estão em greve desde abril. A previsão é que o fechamento dos portões dure somente um dia. A redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento da UFPA e aguarda o retorno.

Pela manhã, foi intensa a movimentação de servidores em frente à instituição, além dos estudantes da universidade, que também apoiam as categorias. Nesta quarta-feira, a greve chega ao 30° dia. Segundo a Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), seção sindical do Andes-SN, a paralisação reivindica cinco pontos centrais: reajuste, orçamento, carreira, aposentadoria e o "revogaço" (revogação de Instrução Normativa (IN) que limita promoções e progressões funcionais de docentes). 

Além disso, o movimento grevista continua as negociações pelas demandas dos professores. Integrantes do Comando Nacional de Greve (CNG) estiveram, também, em vigília, em Brasília, e o Comando Local de Greve (CLG), em Belém e nos Campi da UFPA, e demais cidades do país, na perspectiva de que o governo federal dê uma resposta efetiva de reajuste para o ano de 2024 e avance nas demais pautas reivindicatórias, inclusive nas que não têm impactos financeiros.

Thiago Gomes / O Liberal

O ato também se opõe a uma suposta tentativa do governo de dividir as categorias ao organizar as reuniões das mesas de negociação com diferença de uma semana (a mesa docente ocorre neste dia neste dia 15 de maio e a dos técnicos-administrativos somente na próxima semana, no dia 21 de maio). Em nota, a Adufpa esclarece que o movimento conta com o apoio de toda a comunidade da universidade. "A greve é um movimento unificado (entre os docentes, técnicos administrativos e estudantes) por recomposição salarial e porque a categoria não aceita a proposta do governo de reajuste zero para 2024", disse o comunicado.

Hospital Bettina Ferro

Os participantes da greve estão permitindo a entrada de pacientes e público que precisa de atendimento no Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, que funciona nas dependências da UFPA. Para chegar ao local, o acesso está liberado pelo portão 4 da UFPA, na Avenida Perimetral. Os demais portões da Universidade permanecem fechados em decorrência do ato de paralisação nacional.

Expectativa

Coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no estado do Pará (Sindtifes - PA), Marcos Soares, explica que uma das principais reivindicações da categoria é a recomposição salarial e que o ato desta quarta-feira marca o dia nacional de luta. O “trancaço” iniciou ainda por volta das 5h de quarta. Até às 11h, era grande a aglomeração de estudantes e profissionais em frente ao portão 3 da UFPA

“Nós estamos com pautas importantes, que é principalmente a recomposição salarial, tanto para docente quanto para técnicos, e a recomposição orçamentária para as universidades, para melhorar as condições de trabalho e assistência estudantil. A nossa greve tem surtido efeito no sentido de pressionar o governo a dar uma contraproposta melhor, porque a última foi insuficiente. Ficamos seis anos sem reajuste durante o governo Temer e Bolsonaro”, afirma. 

Marcos explica também que “já houve um implemento de recomposição do seu orçamento [nas universidades], mas ainda é insuficiente perante as necessidades atuais das instituições. O orçamento deste ano corresponde ao de 2015. E, de 2015 para cá, as universidades cresceram em número de alunos, de funcionários, cresceram suas demandas sociais. Então, não dá para trabalhar numa universidade com o mesmo orçamento de 2015.”.

Já a 1ª vice-presidente da regional Norte 2 do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Andrea Matos, pontua que os professores esperam por uma proposta benéfica. “A gente tá aguardando que o governo apresente alguma contraproposta, porque a proposta inicial, que não avançou, foi de 0% [de aumento salarial] para esse ano. Não tem proposição de reestruturação efetiva na nossa carreira. E entre outras coisas, a questão do orçamento público”.

“O orçamento, inclusive, sinalizado para suplementação foi em torno de 300 milhões. E a demanda básica Inicial é de pelo menos 2 bilhões. O governo tem recursos para a dívida pública, então tem recursos para a universidade pública. A gente acredita que é possível avançar. Só se o governo não quiser. A gente quer acabar a greve, mas, só acaba a greve, se tiver avanço. O nosso ato é unificado, porque a gente entrou numa campanha salarial unificada”, acrescenta. 

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Belém
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