População teme queda de mangueira inclinada no Umarizal, em Belém
As raízes do vegetal passaram a comprometer a calçada, dificultando a passagem de pedestres
Quem transita pela travessa 14 de Março, entre as ruas Antônio Barreto e Domingos Marreiro, no bairro do Umarizal, em Belém, convive com o medo constante da queda de uma mangueira, que está inclinada, em direção à via. As raízes do vegetal expandiram ao longo dos meses, o que fez com que a calçada do local quebrasse. Alguns acidentes já foram registrados no local, principalmente com idosos e cadeirantes, segundo os moradores da área.
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A equipe da Rádio Liberal+ esteve presente no local na manhã desta quinta-feira (29). Em entrevista à equipe na ocasião, a advogada Lucyana Pinto, 53 anos, residente da área, relatou que um cadeirante sofreu uma queda devido ao estado da calçada. Ela vem protocolando reclamações junto aos órgãos competentes há cinco anos, mas, até o momento, nenhuma medida foi tomada.
“Tenho reclamado diretamente à Semma desde 2021, eles vêm aqui, fazem uma poda simples, mas avisam que não podem fazer a retirada da árvore em virtude da Equatorial não responder”, explicou. Lucyana afirma que procurou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e foi informada pela pasta de que o vegetal foi condenado.
Os moradores da área já tentaram contratar pessoas para realizar a poda do vegetal. “Já tentamos mandar podar, só que não é permitido. O órgão responsável não nos dá retorno e os moradores ficam com medo de a qualquer momento ela cair”, disse, em entrevista à redação integrada do jornal O Liberal. “Espero a retirada imediata, para não ter acidentes com vítimas e perdas materiais”, finalizou a advogada;
Equatorial
Procurada pela redação integrada do jornal O Liberal, a Equatorial Pará informou que estará em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para avaliar a situação e viabilizar as ações necessárias o mais breve possível.
Sezel
Já a Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (SEZEL), da Prefeitura de Belém, responsável por solucionar a demanda, informou que o vegetal localizado na Travessa 14 de Março, entre as ruas Antônio Barreto e Domingos Marreiro, já está inserido no cronograma de ações da secretaria e sob acompanhamento técnico contínuo.
“Após vistoria, identificou-se que as raízes se superdesenvolveram em um dos lados como mecanismo de defesa, resultando nos danos ao calçamento. Foi constatada, ainda, a realização de poda irregular no vegetal, intervenção que, com o passar do tempo, contribuiu para o seu declínio fisiológico e para o agravamento dos danos à calçada adjacente”, diz o comunicado.
A secretaria ressalta que, devido à proximidade da árvore com a rede elétrica de alta tensão, o serviço exige o apoio e o acompanhamento prévio da concessionária Equatorial Energia, medida indispensável para garantir a segurança das equipes e a viabilidade das intervenções.
Superada essa etapa com a concessionária, a SEZEL realizará inicialmente uma poda de rebaixamento para avaliar o comportamento do sistema radicular. Caso seja constatada a continuidade do declínio do vegetal, serão adotadas todas as medidas técnicas cabíveis, incluindo, se necessário, a remoção total do exemplar e sua posterior substituição, em estrita conformidade com os critérios técnicos e ambientais vigentes.
A população pode realizar solicitações e denúncias de casos semelhantes de forma presencial, na sede da Secretaria de Zeladoria, na Avenida Almirante Barroso, 3110.
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