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'Pop-it' o brinquedo febre da internet que auxilia em tratamentos terapêuticos

Os preços variam entre R$20,00 e R$85,00 com tamanhos, modelos e cores variadas

Emanuele Correa

O aplicativo de compartilhamentos de vídeos curtos, TikTok, é mundialmente conhecido por lançar tendências, principalmente, pelas danças. Mas após um macaquinho viralizar com um brinquedo conhecido como pop-it "fidget toy" ou em tradução literal "brinquedo para inquietação", este se tornou febre entre as crianças e jovens. Os preços variam entre R$20,00 e R$85,00 com os mais variados tamanhos, modelos e cores. Inicialmente o pop-it foi utilizado por terapeutas, principalmente, no acompanhamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A terapeuta ocupacional Fernanda Oliveira explica a aplicação e uso na terapia.

 

 

"Pop-it é uma bandeja à base de silicone com 'bolhas' que podem ser empurradas para cima e para baixo, emitindo um som. Imita o antigo 'plástico bolha'. Esse brinquedo entra na categoria dos 'fidget toys', brinquedos que ajudam a reduzir o estresse, ansiedade e promovem o relaxamento e concentração. Trazem uma série de benefícios para as crianças, e tem sido até uma febre para os adultos também. Além de estimular aspectos cognitivos, como: números, cores, formas e organização espacial. Trabalhamos a percepção, coordenação motora fina e visomotora", explica a profissional.
Fernanda diz que, como terapeuta ocupacional, é imprescindível que se faça uma análise de atividade, habilidades e capacidades necessárias para execução. Após a execução são observados os aspectos que podem melhorar: "todas as atividades têm um objetivo em cima das demandas e queixas dos pacientes. O Pop It é um recurso que além de exercitar habilidades primordiais para o desenvolvimento infantil, é muito eficaz em intervenções com crianças autistas que apresentam sensibilidade a texturas e ao toque. O brincar é um recurso terapêutico utilizado para a promoção do desenvolvimento infantil como um dos principais objetivos da Terapia Ocupacional, e a participação dos pais nas brincadeiras, é de suma importância para a educação das crianças", ressalta.
E orienta aos pais e responsáveis que é importante quem estiver junto à criança, atribuir funcionalidades ao recurso: "por exemplo, quantidade de bolhas apertadas, qual a forma, qual a cor, soma de bolhas apertadas? Existem inúmeras propostas de acordo com o nível de desenvolvimento da criança", finaliza.

Para além dos efeitos terapêuticos, o pop-it virou febre em Belém. Em um breve passeio pelo centro comercial é possível ver as suas aplicações: em capas de celulares, chaveiros, versões miniaturas, versões grandes, com muitas cores e formatos diferentes. A equipe da redação integrada de O Liberal foi ao comércio conversar com quem estava vendendo ou em busca do brinquedo.

Talles Wendel que trabalha em uma loja na avenida Portugal diz que o pop-it é uma febre para todos os públicos: "a reposição dele chegou no sábado, eram 100 unidades, vendeu tudo. Hoje só temos 16. Aqui como vendemos mais barato e por atacado - a partir de 6 peças o que era 20, sai por 16 reais -, as pessoas já compram para os filhos, sobrinhos, primos... Ele foi criado para crianças autistas, mas virou uma febre no Tiktok e todas as crianças querem. Como a minha prima diz: 'deixa a criança mais espertas, não ficam estressadas, elas brincam na escola na hora do intervalo', é ótimo", explica o vendedor.

Wendel conta que além do Pop-it, há outros brinquedos com essa função de transparecer os sentimentos e emoções, como o "Polvo do humor": "chegou no comércio, também por causa do Tiktok. Os pais compram o polvo que tem uma face feliz e outra triste. Aí as crianças se gostam, por exemplo, do almoço viram o polvo com a face feliz, se a comida não foi boa, ela vira o polvo para a carinha triste. Além disso, tem o pop-it. Eu tenho, as vezes no ônibus eu fico mexendo e, agora no final do mês, vai chegar um que são as três versões: o polvo, o pop-it, serve para o humor e para tirar o estresse e tenho certeza que vai ser febre", anuncia Talles.

Jucivane Cruz é mãe da Luna Maria de 3 anos e decidiu comprar o brinquedo para a filha, após verificar o histórico e para que as crianças o utilizam: "eu vejo que é utilizado para concentração. A minha filha é hiperativa e eu quero trabalhar a concentração dela. Porque tem que ter um fim pedagógico, né? Então comprei hoje e há pouco já coloquei ela para experimentar. Não é só moda, até porque, é um brinquedo caro. Tem muita gente que acha que é só moda, mas é preciso adicionar essa questão pedagógica. Meu sobrinho é autista e não gostou, mas meus sobrinhos que têm 10 e 12 anos gostaram. Estou até observando os efeitos mesmo, se são o que dizem", observa a mãe.

Rosângela Pereira e Bruno Soares são pais do Samuel Pereira Soares de oito anos. Eles contam que o filho já estava falando há dias neste brinquedo e que tiveram que pesquisar a finalidade. Em um passeio despretensioso no comércio, acabaram comprando o brinquedo: "Ele vive falando, viu os coleguinhas da escola com, e nos pediu. Vimos que o brinquedo é para a ansiedade, mas a criança tem outra mentalidade, né? Quando ele viu na banquinha já veio pedindo, nem íamos comprar hoje, mas compramos. Acho que pode ajudá-lo de outras formas também e ser útil na escola", explica a mãe.

Palavras-chave

Belém
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