PMB quer manter contrato de aterro

Belém diz que paga regularmente por serviços de Marituba, apesar de reajustes "arbitrários"

Victor Furtado

Em nota emitida no início da noite desta quinta (29), a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) informou que entrou com ação judicial para garantir a renovação do contrato de destinação final dos resíduos domiciliares de Belém para o aterro sanitário, em Marituba. A decisão ocorre após o anúncio feito esta quinta (29), pela  empresa que gerencia o aterro, a Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos, de que não deseja mais manter a gestão da área.  

Segundo afirma a prefeitura de Belém, após assinatura do contrato inicial com a Guamá Tratamento de Resíduos Sólidos, os valores cobrados por tonelada de resíduos passaram a ser reajustados "de forma arbitrária pela empresa", e de "forma unilateral".

Segundo a PMB, os acréscimos de valores seriam muito acima da capacidade orçamentária dos municípios da Região Metropolitana de Belém.

REAJUSTES 

"Esses reajustes, inclusive, comprometeram a renovação do contrato de destinação do lixo domiciliar, que agora está em análise judicial. A PMB ressalta que está empenhada em solucionar o problema, e que participará, na próxima semana, de reuniões com o Ministério Público e municípios da Região Metropolitana para encontrar soluções compatíveis com a capacidade de pagamento dos municípios que destinam seus resíduos para o aterro de Marituba", disse ainda a prefeitura de Belém.

A administração municipal disse ainda que, durante todo esse período de funcionamento do novo aterro sanitário, tem feito um "esforço para manter a regularidade dos pagamentos relacionados à destinação final dos resíduos domiciliares coletados em Belém e nos distritos".

Belém