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Live vai discutir importância da mulher na ciência paraense

O evento é em alusão ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado dia 11 de fevereiro

Amanda Martins sob supervisão

Você sabia que a descoberta do DNA, dos cromossomos Y e X, por exemplo, foram conquistas femininas? Mesmo que muitas pessoas desconheçam essas informações, existe uma lista de cientistas mulheres que venceram o machismo e contribuíram para o desenvolvimento científico.

Foi pensando em viabilizar a importância da presença feminina na ciência e, de estimular a participação igualitária e plena de meninas no ramo de pesquisa, que em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorando dia 11 de fevereiro.

Em alusão a essa data, o coletivo feminino Tainá- Kan do Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA), irá promover uma live, na próxima quinta-feira (11), com o tema ‘Meninas e Mulheres nas Ciências do Pará’.  A transmissão será ao vivo, às 10h, pela página do CCPPA no Facebook.

A programação do evento pretende apresentar ao público as produções acadêmicas de cientistas paraenses e debater a importância da inserção de mulheres no meio científico. As professoras, pesquisadoras e discentes presentes vão ter a oportunidade de compartilhar vivências e contar aos telespectadores como conseguiram superar os desafios de ingressar em uma área que anos atrás era predominantemente masculina.

Estarão presentes como convidadas a doutora em Genética pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e técnica em Biologia Molecular no CCPPA, Jéssica Gomes; a doutora em Etnomusicologia e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), orgete Portal Lago; a acadêmica do curso de Ciências Naturais com habilitação em  Química da Uepa Juliane Barbosa; e a docente da Faculdade de Física da UFPA Silvana Peres.

Para a doutora em Educação para Ciência, que atua como docente no Planetário e vai ser a mediadora da live Bianca Venturieri, debater sobre o assunto vai ajudar dar visibilidade para ‘a temática das mulheres na Ciência, sobretudo, no Pará, onde o número de cientistas mulheres é bem reduzido comparado a outros Estados’.

“Eu acredito que quanto mais você divulgar, mais meninas e mulheres podem se sentir motivadas, derrubando barreiras e repensando os estereótipos. Elas vão se organizar em grupos para suprir essa falta de acesso e incentivo que impede muitas vezes às impendem carreira científica, a carreira acadêmica”, afirma a professora. 

Abrir caminhos para o conhecimento da ciência dentro da  Amazônia é a proposta do coletivo Tainá-Kan, que língua indigena representa a estrela da manhã, nos contextos sociais é o  planeta Vênus, significando o gênero feminino.

A iniciativa do projeto, surgiu no ano passado,  reunindo servidoras e estagiárias do Planetário com a proposta de executar ações, atividades e eventos de cunho científico de maneira contínua. Além de produzir materiais para as redes sociais e desenvolver projetos para incentivar meninas do ensino fundamental e médio popularizando o acesso à ciência e à carreira acadêmica.

“Nós queremos democratizar o acesso da ciência na Amazônia e divulgação de eventos, de pesquisas de outras instituições. A nossa ideia é a partir dessas lives começar desenvolver projetos de pesquisa e de extensão", explica Bianca Venturieri, que é um das coordenadoras do Tainá-Kan.

Planetário promove live para discutir importância da mulher na Ciência paraense

‘Fazer ciência por um olhar feminino é libertador’

Poder comemorar o dia instituído pela ONU para homenagear as futuras cientistas é sinônimo de muito orgulho para a estudante Juliane Barbosa, principalmente porque simboliza ‘destacar a luta de muitas mulheres que contribuíram  para a ciência e quanto ainda somos capazes de fazer’.

A jovem é acadêmica de Ciências Naturais com habilitação em química, área predominante por estudantes masculinos, universitária em uma instituição pública da região, e será uma das convidadas para participar da live.

"Ser mulher e estar inserida na ciência é fundamental para mostrar à sociedade que o meio científico é incrível, mas fazer ciência por um olhar feminino é libertador, é luta, é transformação. Somos gigantes e consequentemente conseguimos alcançar grandes feitos”, afirma Juliane, que diz desejar poder contribuir cada vez mais para encorajar outras moças.

Belém
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