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Pesquisa aponta que Belém é a terceira capital que mais usa o tempo livre para assistir TV

Os dados apontam as principais capitais brasileiras, que em 2020 tiveram o maior índice de pessoas utilizando 3 horas ou mais do tempo livre diante da TV, em detrimento de outras atividades

Emanuele Correa

O Ministério da Saúde (MS) e Sistema Vigitel publicaram uma pesquisa que investiga os hábitos da população brasileira, em relação as atividades desenvolvidas e a saúde. Os dados apontam as principais capitais brasileiras, que em 2020 tiveram o maior índice de pessoas utilizando 3 horas ou mais do tempo livre diante da TV, em detrimento de outras atividades. Belém está na terceira posição do ranking com 28,6%, atrás somente do Rio de Janeiro e Salvador com 33,9% e 28,8% respectivamente.

Rosana Lemos Faraon, psicóloga cognitiva-comportamental explica quais condutas são ideais para ter equilíbrio entre o que se assiste - e por quanto tempo - e o tempo dedicado às demais atividades cotidianas para auxiliar a saúde mental e física.

Rosana Lemos Faraon, psicóloga cognitiva-comportamental (Foto: Sidney Oliveira - O Liberal)

"O belenense está em terceiro lugar. É importante que possa criar uma cultura de autocuidado, aproveitando melhor seu tempo livre, investindo tempo de qualidade com as pessoas que ama, vida espiritual, cursos e em vários aspectos possam proporcionar crescimento e realizações. Quanto ao exercício físico o ideal é se exercitar antes de chegar em casa, porque quando a pessoa chega em casa já no final do dia, ela já pode relaxar despreocupada e, até mesmo, assistir TV como uma forma de descanso, afinal, o problema não é o uso da TV e sim o excesso", argumentou.

Rosana afirma que o acesso a televisão pode ensinar, divertir, assim como proporcionar uma distração e refúgio, após uma jornada excessiva de trabalho. A vida acelerada e a jornada de trabalho que sobrecarrega, contribuem para para o esgotamento físico. Ela destaca a necessidade de planejamento. "Tudo na vida é equilíbrio. A recomendação é o planejamento do dia. Pensar qual seria a melhor maneira de investir o tempo livre. A recomendação é que os adultos reduzam seu tempo de TV a no máximo duas horas por dia para preservar saúde mental e evitar sedentarismo. Já as crianças devem passar no máximo 1h por dia, segundo a OMS", afirmou.

A especialista afirma que mesmo que o número de horas em frente a TV seja preocupante - sinal de alerta para os cuidados físicos e psicológicos -, só será configurada a dependência ou vício se isso afetar a vida social. "O excesso de tempo a frente da TV pode ser um indicativo de dependência ou até mesmo do próprio cansaço do dia-a-dia, já que a TV é uma atividade passiva e relaxante. Até por isso possui um grande poder viciante. A dependência pode ser caracterizada pelo excesso de tempo investido somado a falta de controle. A pessoa tenta parar de usar a TV, mas não consegue, sente-se presa. Pode afetar a vida social, o relacionamento e o trabalho. Deixar de ir para eventos sociais para ficar assistindo TV", explicou.

 

TV: companheira e refúgio

Mesmo após um dia cansativo de trabalho, de exaustão física e emocional, a fotógrafa e assistente administrativa Elis Acioli, 18 anos, afirma que é vendo televisão - preferencialmente as séries favoritas que conseguem relaxar e distrair a mente. Apesar de jovem, Elis está com muitas responsabilidades e que refletem na saúde mental e conta que o tempo gasto em frente a TV a ajudou em momentos de crise.

"Sinceramente prefiro mil vezes depois do dia inteiro de trabalho chega em casa, me deita e assisti TV. Na verdade, sempre foi a melhor forma, mesmo eu estando estourada de problemas. Ajuda a espairecer. Muitas vezes quando cheguei do trabalho e estava com crises de ansiedade e ainda tinha coisas para resolve, ligava a TV assistia e respirava fundo", relembrou a fotógrafa.

Elis compartilha que antes ela passava mais tempo vendo TV, no entanto, hoje ela equilibra o tempo em que assiste. Começou a fazer teatro uma vez na semana e todos os sábados ela tem aulas de dança, canto e atuação o que a ajudou a se movimentar. 

Renata Botelho, 24 anos, estudante de jornalismo revela que o hábito de assistir televisão sempre a acompanhou. Apesar de ver bastante séries, telejornais ou assistir aos clipes de música no YouTube, ela diz que tem controle sobre o tempo que assiste e a vida social. "Pela manhã eu arrumo a casa e faço academia 3/4 vezes por semana a tarde, aí volto a noite. Em geral acho um hábito 'ok', não é algo que considero 'viciante', pelo menos pra mim. Até onde eu lembre nunca faltei pra ficar na TV, mas em relação a festas prefiro ficar em casa vendo meus filmes do que sair, me considero uma pessoa bem caseira

"Ultimamente estou enfrentando problemas relacionados a ansiedade e a TV se tornou um meio de distração para que os sintomas de crise amenizem. Geralmente são filmes repetidos ou vídeos no YouTube. Tenho ciência que muitos acabam procrastinando na TV e deixam de fazer as atividades rotineiras, mas no meu caso, acabou sendo uma válvula de escape... Mas já iniciei tratamento psicológico", finalizou.

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Belém
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