Parte do forro do Theatro da Paz desabou na noite deste domingo

O total dos prejuízos ainda está sendo avaliado e alguns reparos já começaram, mas do lado de fora é possível ver os estragos

Victor Furtado

Algumas partes do forro do Theatro da Paz desabaram, na noite deste domingo (12). Possivelmente, por conta da chuva e ventos fortes. Na manhã desta segunda-feira (13), havia alguns pontos isolados com faixas. Alguns danos são visíveis, como na lateral direita, na rua Da Paz, próximo ao Bar do Parque. Na lateral esquerda, que dá para avenida Assis de Vasconcelos, o isolamento é ainda maior.

No lado que fica na avenida Da Paz, próximo ao Bar do Parque, é possível ver dois buracos no forro. Em um deles, já há um andaime montado para reparos. (Victor Furtado / O Liberal)

Outro ponto onde é possível visualizar os danos é na entrada, chamada de "gaiola". Há lascas do forro ainda no chão. A extensão dos danos está sendo avaliada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e administração do Theatro. Ninguém se machucou. Alguns reparos já começaram. Já há andaimes montados para os consertos.

Em nota, informou que "...desde o início da manhã de hoje (13), uma equipe técnica está tomando providências no Theatro da Paz. A Secult ressalta que já estava prevista, para janeiro, a licitação da obra, que incluirá reforma do sistema elétrico, projeto atualizado de prevenção e combate a incêndios, bem como pintura interna e externa do Theatro. A reforma deve iniciar em 60 dias".

Lascas do forro podem ser vistas no lado de dentro da "gaiola", uma das entradas do Teatro Monumento da Amazônia (Victor Furtado / O Liberal)

 

Teatro Monumento

O Theatro da Paz foi fundado em 15 de fevereiro de 1878. Foi durante o Ciclo da Borracha, também chamado de Belle Époque  O governo da província contratou o engenheiro militar José Tiburcio de Magalhães, que fez um projeto baseado no Teatro Scalla de Milão (Itália). Atualmente, é o maior teatro da região Norte e considerado um dos mais luxuosos do Brasil. Foi tombado como Teatro Monumento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Na lateral que dá para a avenida Assis de Vasconcelos, já há um remendo feito com madeira no forro. (Victor Furtado / O Liberal)

Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia. Desde o início, com proporções adequadas para o que se esperava de um estabelecimento com esse perfil: 1.100 lugares, acústica estudada, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.

Belém
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