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Pane em sistemas do CNPq preocupa pesquisadores no Brasil

Apreensão é com relação a eventual perda de dados estratégicos da produção científica

Eduardo Rocha / O Liberal

Com os sistemas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência federal de fomento à pesquisa, fora do ar pelo quarto dia, comprometendo o acesso de pesquisadores a informações essenciais da produção científica no País, inclusive, na platarforma Lattes, educadores em todo o País mostram-se preocupados com a situação. "Nós avançamos muito em pesquisas, e a nossa preocupação agora é que sejam perdidos esses avanços", enfatiza o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade do Estado do Pará (Uepa), professor Jofre Freitas. Na avaliação dele, "essa situação está relacionada ao processo de cortes de verbas na pesquisa verificado no País".  Nesta terça-feira (27), o CNPq divulgou que dados não foram perdidos em virtude do problema.

A indisponibilidade da plataforma compromete o acesso a currículos de cientistas no Lattes e outras operações ligadas à pesquisa. O conselho nega que os dados tenham sido perdidos. O CNPq atua no fomento à pesquisa e pagamento de bolsas a cientistas no Brasil. Cientistas usam dados nos sistemas para se candidatar a bolsas

Os dados hospedados nos sistemas do CNPq são usados pelos cientistas, por exemplo, para se candidatar a bolsas ou para prestação de contas a empresas que apoiam projetos de desenvolvimento científico. Como divulgado, até o começo da tarde, não havia uma previsão de retomada do funcionamento dos sistemas.  

Como informou o Conselho Nacional, "o CNPq já dispõe de novos equipamentos de TI e a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido". "Independentemente dessa migração, existem backups cujos conteúdos estão apoiando o restabelecimento dos sistemas. Portanto, não há perda de dados da plataforma Lattes", informou o conselho".

Sucateamento

Para o pró-reitor da Uepa, Jofre Freitas, "esse problema ocorre no contexto de sucateamento da pesquisa no País; este ano, o Governo anunciou um corte de R$ 100 milhões no CNPq. Eu faço parte do Fórum de Pró-reitores e nós lançamos uma nota repudiando esses cortes na produção científica", destaca Jofre. No caso, os cortes atingem à manutenção do equipamento que mantém os servidores do CNPq, como externa Freitas.

O pró-reitor revela que o medo dos pesquisadores e educadores em geral é com a perda de documentos, ressaltando que duas plataformas figuram nos sistemas do CNPq: a Carlos Chagas, englobando bolsas para mestrado e doutorado, e a Lattes, com os dados dos pesquisadores.

"A nossa vida acadêmica está no Lattes, o nosso currículo como certificado do pesquisador", acrescenta. Nada se parece ao Lattes no mundo em termos de reunião de dados, como frisa Freitas. Para o pró-reitor, essa situação trava a pesquisa no Brasil, de vez que o CNPq é o maior órgão de fomento à pesquisa no País. Até o começo da noite, não havia informações sobre a retomada dos sistemas do CNPq. (Com informações do Portal Terra).

Belém
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