Padre Cláudio Pighin reflete como Jesus redefine a vivência da lei de Deus

O sacerdote reforçou que a verdadeira fidelidade a Deus se manifesta na relação com o próximo e na coerência de vida

O Liberal
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Durante a homilia do 6º Domingo do Tempo Comum, o padre Cláudio Pighin refletiu sobre a passagem do Evangelho de São Mateus (5, 17-37) e ressaltou que Jesus propõe uma vivência da Lei baseada no amor e na transformação interior, e não apenas no cumprimento literal de normas. Ele reforçou que a verdadeira fidelidade a Deus se manifesta na relação com o próximo e na coerência de vida.

Segundo o sacerdote, no Evangelho do dia Jesus quis oferecer aos discípulos uma identidade distinta da dos escribas e fariseus, que eram considerados competentes por estudarem e interpretarem minuciosamente a lei de Deus para a prática religiosa cotidiana. “Tudo isto era para eles o modo de aperfeiçoar a conduta das pessoas em relação a Deus e ao próximo. Para ter uma ideia, eles tinham enumerado bem 613 preceitos para observar e assim responder às exigências da lei de Deus. De pronto, Jesus quis conquistar uma nova forma de viver a fidelidade de Deus", relata.

O padre destaca que a intenção de Cristo não era abolir a Lei, mas conduzi-la à plenitude, ressaltando que Jesus não rejeitava a lei de Deus, e sim apresentava uma nova forma de interpretá-la e vivê-la. Ele acrescenta que, segundo Cristo, nenhum ser humano pode alterar a lei divina, pois ela foi querida e protegida por Deus, e que Jesus veio para levá-la ao pleno cumprimento. O sacerdote afirmou ainda que Jesus contestava escribas, fariseus e saduceus porque a proposta deles era considerada falsa e não conduzia a uma verdadeira experiência de Deus.

“Jesus é o verdadeiro Mestre que ajuda a viver a Palavra de Deus e ter uma correta relação com Ele. Por isso, não muda a lei de matar, mas o que muda é o conteúdo da palavra matar. Aquilo que Jesus quis dizer, matar, não se refere somente ao corpo. Mas também ao coração, que pode ser atingido de modo forte com palavrões, iras, impropérios e ameaças.” Ele acrescentou que atitudes como considerar alguém ‘louco’ ou ‘doido’ também ferem os princípios divinos”, relata o sacerdore.

O sacerdote prosseguiu explicando que Jesus aprofunda o sentido do adultério e do juramento, mostrando que a verdadeira fidelidade nasce do coração: “O cometer adultério é colocar em perigo a vida do casal. Jesus acrescenta que já o desejo faz parte dessa ameaça e tudo isto não pode se confinar só na mulher, mas também o homem é parte direta e interessada. Jurar existe de fato, não é proibido, mas não é nunca comandado pela lei de Deus quando as pessoas são honestas. Uma coerência de vida. Não tem necessidade de jurar. É suficiente a palavra dada”, diz

Para o padre, a chave para compreender a Lei divina é o amor. “Somente a lei do amor ajuda a compreender a lei de Deus. O amor tem força suficiente para compreender cada exigência da vida e do Evangelho. Por isto, Deus nos deu comandamento do amor. E são simples regras de convivência do ser humano. É no verdadeiro amor que compreenderemos a verdadeira lei de Deus”, pontua Pighin.

Ao final da homilia, ele convida os fiéis à reflexão e à reconciliação: “Portanto, quem opta por Deus deve necessariamente optar pela vida, por uma boa relação com os outros. Terminando, pergunto, a sua busca de Deus se preocupa em ter, antes de qualquer coisa, uma boa relação com as pessoas. Sabe? Presente na sua vida o espírito de reconciliação?”.

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