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O Liberal registra tentativa de golpe de clonagem de celular

Usando indevidamente nome da empresa Instagram, golpista oferece “selo azul de verificação” para obter acesso ao Whatsapp do usuário. Instagram alerta que golpe é frequente.

O Liberal

O golpe para clonagem do número de celular usado para contas no aplicativo Whatsapp já é conhecido de usuários da rede social. Após clonar o número, os criminosos têm acesso aos contatos e, se passando pelo usuário do número, mandam mensagens pedindo depósitos em dinheiro para pessoas próximas. Para obter o código de verificação – etapa necessária para a clonagem – os criminosos estão cada vez mais criativos. Em meio à pandemia, os golpistas se passam por agentes do Ministério da Saúde, simulam contato de lojas e sites de anúncios ou ligam para a vítima oferecendo algum tipo de prêmio, que nunca existiu. Nesta semana, a Redação Integrada de O Liberal se deparou com mais uma modalidade deste golpe: o da conta verificada no Instagram.

Por volta das 15h, o diretor de conteúdo do Grupo Liberal, Daniel Nardin, recebeu uma ligação de um número de celular com prefixo da cidade de São Paulo. Um homem, que se identificou apenas como “Guilherme”, disse que trabalhava na “Central de Atendimento do Instagram” e fez uma proposta curiosa. Segundo ele, o perfil de Nardin havia alcançado uma suposta alta média de visualizações, e então teria direito ao selo de verificação da conta, o famoso "selinho azul", de forma totalmente gratuita.

Para isso, ele teria que confirmar um código de seis dígitos enviado por mensagem pelos criminosos. "Não haverá custo nenhum daqui pra frente. O senhor receberá um email com todas as instruções do Instagram, para o senhor finalizar em seu perfil. Nosso email é oficial do Instagram, tem o selinho azul na frente indicando que o perfil é original", explica o golpista. No entanto, as supostas instruções foram enviadas via mensagem de texto, e não por email, que nunca chegou.

Desconfiado desde o início da ligação, pois o Instagram não faz contato por telefone, Nardin gravou a conversa, que está disponibilizado nesta matéria, na íntegra. O áudio revela o modo de atuar do golpista. Durante a ligação, Nardin questiona o fato de ter recebido um link do Whatsapp por SMS (mensagem de texto, e não do Instagram, e por não ter recebido nenhum email. Na conversa, o jornalista afirma que prefere não repassar o código. "Pode ficar tranquilo, a nossa ligação está sendo gravada como segurança para o senhor. A mensagem chegou assim porque está vinculada à sua plataforma do Instagram. O senhor, acessando a sua plataforma, ao lado direito, em configurações, terá a opção de desvinculação", insiste o suposto atendente. Se informasse o código de seis dígitos enviado por mensagem, o golpista digitaria em um sistema que verifica a conta de acesso ao Whatsapp. Cumprida esta etapa, o criminoso tem então acesso aos contatos, diálogos e poderia enviar e receber mensagens em nome do jornalista. Ou seja, o celular estaria clonado no Whatsapp.

Depois de ter todas as suas investidas negadas, o “atendente” afirma que deixará registrado no sistema do Instagram a recusa do selo de perfil original, em mais uma tentativa de fazer o jornalista mudar de ideia. "Então eu vou deixar registrado na nossa plataforma que o senhor recusou o selo azul", diz o homem, que em seguida se despede. O jornalista retornou em seguida para o número que entrou em contato, mas a mensagem foi que o “número de telefone não existe”.

Instagram alerta que não faz contato por telefone

Em sua página, o Instagram alerta para possíveis fraudes envolvendo o nome da empresa. Entre os detalhes a observar, o Instagram destaca que "nunca enviará mensagens diretas sobre a sua conta no aplicativo do Instagram".

O serviço de ajuda do aplicativo lembra que o próprio Instagram oferece serviço onde é possível visualizar emails oficiais do Instagram enviados nos últimos 14 dias.

Entre os itens que devem ser observados e são indícios de fraude está também as "pessoas que alegam ser da equipe de segurança do Instagram pedindo que você forneça informações da sua conta (como nome de usuário ou senha) ou que oferecem serviços de verificação de conta", exatamente o que foi flagrado pela equipe de O Liberal.

Para verificar os emails oficiais que tenham sido enviados pelo Instagram, acesse "configurações", em seguida "Emails do Instagram" e então o aplicativo apresenta a lista dos últimos enviados pela empresa, com data, horário e conta de email que enviou a mensagem para o endereço cadastrado.

Entenda como funciona o golpe em cinco passos

Os golpistas entram em contato por ligação telefônica, mensagem de texto ou email.
Usando diferentes argumentos (verificação de conta, cadastro para vacinação ou oferta de selo azul do Instagram, como foi o caso) enviam um SMS com código verificador, geralmente de seis dígitos.
Com uma plataforma de verificação de conta de Whatsapp aberta e já de posse com o número de telefone da vítima, se o golpista recebe o código informado, basta digitar e ele terá acesso aos contatos, histórico de conversas e poderá trocas mensagens em nome da vítima.
A partir daí, o número de celular usado no Whatsapp pela vítima já está clonado, ou seja, duplicado, sendo usado pela real detentora do número e pelo golpista.
Com acesso aos contatos e podendo enviar mensagens, o criminoso pode enviar mensagens pedindo depósito em dinheiro, pix ou pagamento de boletos. Geralemente essas mensagens sáo enviadas para contatos salvos como “mãe”, “pai”, “irmão” ou nomes conhecidos.

Saiba como evitar o golpe e proteger sua conta em 3 dicas

Instituições e empresas de grande porte, como Ministério da Saúde, Instagram, Facebook e outras raramente entram em contato por telefone. Por isso, se receber alguma ligação, exija envio de email, pesquise na fonte original e faça contato de outras formas. Não forneça senha ou código enviado por telefone para quem quer que seja.
Para reforçar a sua conta do Whatsapp, ative a verificação em duas etapas, pelas configurações do próprio aplicativo. Acesse a opção “ajustes”, depois vá em "Conta", "Confirmação em duas etapas", e ativar. Com isso, o usuário vai precisar criar uma senha, que será solicitada periodicamente enquanto o aplicativo é utilizado, dificultando que golpistas consigam ter acesso aos seus dados.
Evite salvar nos contatos os números de familiares como “Mãe”, “Pai”ou semelhantes. Salve apenas com o nome e sobrenome. Isso dificulta a ação do golpista tenha acesso aos seus dados.

Belém
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