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No dia Mundial Sem Carne, especialistas ensinam como reduzir o consumo e receitas vegetarianas

'Segunda Sem Carne', também estimula a redução do consumo. Só no Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa

Emanuele Corrêa

A exclusão das carnes de animais em uma alimentação, torna-a vegetariana. De acordo com o consumo dos subprodutos pode ser classificada em: ovolactovegetariana, lactovegetariana, ovovegetariana, vegetariana estrita - alimentação sem nenhum derivado de origem animal - e vegana - alimentação e comportamento, ou seja, não utiliza nenhum produto ou subproduto de origem animal na alimentação, vestuário, cosmético, etc. Neste domingo (20) é celebrado o Dia Mundial Sem Carne, especialistas no assunto trazem possibilidades de uma alimentação mais empática e justa com o meio ambiente. Além de receitas acessíveis para começar, quem sabe, o projeto mundialmente famoso "Segunda Sem Carne". Só no Brasil, 14% da população se declara vegetariana, segundo pesquisa do IBOPE Inteligência de abril de 2018.

Ricardo Laurino, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) explica sobre a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. "Uma alimentação à base de produtos de origem animal causa um dano enorme aos biomas. Podemos citar o desmatamento, uso excessivo do solo e de áreas de plantio, a poluição do solo, águas, rios e mares. Por outro lado, uma alimentação à base de vegetais é a atitude mais poderosa que temos. Contribuirmos para um melhor futuro do planeta", explicou.

Em relação a pessoas de menor poder aquisitivo, Ricardo diz que as circunstâncias são mais complicadas, pois isso, significa um menor poder de escolha. Mas afirma que ainda assim, o papel da SVB é levar informação a esse público, explicando como é possível reduzir a ingestão de proteína animal e começar com atitudes como a "Segunda sem carne", que consiste em toda segunda-feira fazer a substituição das carnes por vegetais, leguminosas, etc. Revela que no site da SVB há materiais gratuitos ensinando receitas e mais. "É possível ter uma alimentação saudável, economizar fazendo trocas. O preço dos legumes e verduras subiu, mas bem menos que os produtos de origem animal. Um prato de arroz e feijão pode atender todas as necessidades proteicas do nosso organismo. As pessoas podem usá-lo como base, adicionar outros alimentos saudáveis como frutas e legumes. Dessa forma é possível gastar pouco e ter uma alimentação muito mais saudável", ressaltou.

"Na Região Norte, o movimento cresce de forma parecida com o do resto do país. Existe um desenvolvimento homogêneo, claro que algumas regiões se destacam mais ou menos, mas a Região Norte também vem se interessado pelo tema e por uma alimentação à base de vegetais que agregue todos os benefícios que os estudos vêm mostrando ao longo do tempo", completou.

Redução do consumo de proteína animal

No Brasil, entre 4 e 7 milhões de brasileiros são adeptos ou estão aderindo a rotina de comidas sem origem animal. Jamile Khaled, nutricionista especializada em dietas vegetarianas e personal diet explica que ao atender um paciente que deseja fazer a transição e se tornar vegetariano, o primeiro passo é explicar os conceitos e ao longo de quatro semanas fazer uma redução progressiva até implementar, de fato, a dieta.

"Você será vegano? Ovolactovegetariano? Manterá o peixe também? A partir dessa definição é traçado um plano de 'desmame' da proteína animal, que pode levar de 4 semanas a muitos meses para ser implementado. Iniciamos por retirar a carne vermelha e embutidos. Depois a carne de porco e seus derivados. Frango e, por último, os pescados e mariscos. Que fique claro: qualquer transição alimentar obrigatoriamente precisa de nutricionista na supervisão de todas as etapas dessa jornada", explicou.

"Você será vegano? Ovolactovegetariano? Manterá o peixe também? A partir disso é traçado um plano de 'desmame' da proteína animal. Que fique claro: qualquer transição alimentar obrigatoriamente precisa de nutricionista na supervisão de todas as etapas dessa jornada", diz a nutricionista Jamile Khaled  

Jamile Khaled saúde nos pilares da cozinha verde (acervo pessoal)

Antes do custo, a nutricionista afirma que o pilar principal da adoção de um estilo de "cozinha verde" está na busca pela saúde e redução da inflamação de baixo grau no organismo. "Esta alimentação pode ser mais em conta sim, se os vegetais forem adquiridos em feiras e produtores locais. No caso das redes de supermercados, observar o dia específico em que os vegetais sofrem redução no valor. Se sua casa tiver um espaço apropriado para organizar uma horta: alface, coentro, rúcula, manjericão, tomate cereja, etc. podem ser cultivados no seu quintal", observou.

"A quantidade ideal de proteína vai variar. Mas como base pode-se pensar em 100g de proteína vegetal, acompanhada de até 2 tipos de carboidratos/grãos, de preferência arroz, feijão e salada verde ou raízes. No café da manhã, cogumelos e ervilhas são a pedida mais acertada como fonte de proteína no caso dos vegetarianos restritos. Se você for ovolacto seu leque de opções cresce. No almoço invista nos grãos, sendo feijão e grão de bico essenciais nessa refeição. O jantar pode ser delicioso quando bem orientado: consommé de cogumelos e gengibre, berinjela à parmegiana de tofu, shitake refogado. São apenas alguns exemplos de como pode ser deliciosa e simples sua cozinha verde".

"Estamos acostumados apenas com a proteína animal, mas temos várias opções vegetais. Os grãos são excelentes opções", diz o chef Igor Nunes 

Chefe Igor Nunes: receitas muito além do bife (Sidney Oliveira / O Liberal)

Opções de comidas vegetarianas


O chef de cozinha, Igor Nunes, cursa nutrição para aliar as duas áreas ao empreendimento de comidas vegetarianas "Brotos". Ele diz que ainda não é vegetariano, mas escolheu trabalhar com o segmento a partir do momento que começou a reduzir a ingestão de carnes. "Atualmente, reduzo as carnes animais em alguns dias da semana. Escolhi trabalhar com comida vegetariana e vegana, porque no auge da pandemia em 2020, questionava-me a razão de ter carne no prato. Percebi que poderia fazer várias substituições. Mas nem sempre tinha comida ao meu dispor. Resolvi fazer congelada, daí surgiu a marca brotos. Comecei a trabalhar ainda em 2020, mas retomei com força há três meses", contou.

"Estamos acostumados apenas com a proteína animal, mas temos várias opções vegetais. Os grãos são excelentes opções. No cardápio do brotos, muitas receitas acabaram sendo veganas. Pratos como moqueca de banana da terra, feijoada e o quibe com vinagrete de grão de bico são alguns exemplos, podem ver ainda mais no instagram do brotos".

O chefe de cozinha ensina uma receita fácil e deliciosa para ser feita em casa. A receita é lactovegetariana, ideal para quem quer começar a transição ou reduzir o consumo de carnes, fazendo parte do movimento "Segunda sem carne". Confira o passo-a-passo da receita de massa com cogumelos paris frescos e creme de gorgonzola com castanha de caju.

Ingredientes:

100g massa (a sua escolha)
½ cebola
8 dentes de alho
100g cogumelos paris limpos, sem talo e cortados em tiras (meio pacote)
100g creme de leite (meia caixa)
80 g gorgonzola
80g castanha de caju
1 colher de sopa de manteiga
2 folhas de louro
sal e pimenta do reino (quanto basta)
Cheiro verde ou salsa picados à gosto
Cozinhar a massa de sua preferência

Modo de preparo:
Refogue a cebola com louro, depois o alho e, por último, acrescente os cogumelos e refogue até ficarem bem cozidos, coloque os temperos verdes e  ajuste o sal e pimenta do reino, não exagerar, pois, o queijo já contém sal.
Junte a massa já cozida ao refogado, misture bem e coloque o creme de leite, deixe amornar e acrescente o queijo gorgonzola e a manteiga e mexa até derreter, ajuste o sal e pimenta do reino, se necessário, e finalize com castanhas de caju.

Belém
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