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Festas de Final de Ano

MP recomenda fiscalização do uso de fogos de artifício com estampidos na virada do ano no Pará

Órgão ministerial propõe campanha de conscientização sobre riscos de acidentes e a geração da poluição sonora 

Valéria Nascimento

30 de dezembro de 2024 às 22:27

Plantão civil e criminal do Ministério Público do Pará recomenda proibição de fogos com estampido inclusive nas festas de fim de ano promovidas pelo Poder Público no Pará

Plantão civil e criminal do Ministério Público do Pará recomenda proibição de fogos com estampido inclusive nas festas de fim de ano promovidas pelo Poder Público no Pará ( Foto: Foto: Divulgação// Queima de fogos de artifício )

O plantão civil e criminal do Ministério Público do Pará divulgou recomendação administrativa conjunta, nesta segunda-feira (30/12), recomendando a fiscalização em campo para coibir a queima de fogos de artifício com estampido sob pena de multa, apreensão dos fogos e material respectivo e até mesmo prisão em flagrante. Os fogos com estampido são peças pirotécnicas que produzem um estouro alto, causado por explosivos que geralmente contêm pólvora branca e seu uso é proibido pela lei estadual nº 9.593/2022.

O documento, de n.º 01/2024, do plantão cível e criminal do MP, se dirige a um conjunto de órgãos públicos, tanto do estado quanto do município, em especial, às secretarias estaduais de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), e de Meio Ambiente (Semas e Sema) também à Guarda Municipal. O MP recomenda a esses órgãos atuação contra a prática da soltura dos referidos fogos, com o apoio das Polícias Militar e Civil.

MP quer campanhas de conscientização e dá prazo de 24 horas para conhecer medidas adotadas

Conforme a recomendação, é preciso promover campanhas de conscientização para alertar sobre os riscos da soltura desse tipo de fogos de artifício e dos malefícios que a poluição sonora produzida por eles pode causar para os animais, ao meio ambiente e às pessoas, especialmente, as pessoas com deficiência (PcD), às crianças e aos idosos.

Entre as recomendações pontuais, o MP destaca o impedimento do uso desses fogos inclusive nas festividades de final de ano promovidas pelo poder público, bem como “a suspensão de licenças e autorizações para o uso de fogos de artifício, além da abstenção em relação a novas concessões”, diz o texto.

Por fim, o Ministério Público solicita a fiscalização do comércio local “de modo a coibir a venda irregular de fogos de artifício a emissão sonora acima dos limites legais”, informa o texto. O órgão ministerial também encaminhou o citado documento à Procuradoria Geral do Estado (PGE) e à Procuradoria Geral do Município de Belém, com prazo de 24 horas, para a obtenção de informações acerca das medidas adotadas, a partir do conhecimento das recomendações. 

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