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Moradores interditam rodovia Arthur Bernardes e cobram obras de macrodrenagem em Belém

Segundo os manifestantes, a principal reivindicação é o início e o avanço das obras de macrodrenagem no canal do Mata Fome

O Liberal
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Moradores do bairro da Pratinha 2, em Belém, interditaram na noite deste domingo (19) um trecho da rodovia Arthur Bernardes, nas proximidades da rua Imperador. O protesto foi motivado pelos alagamentos registrados após as fortes chuvas que atingiram a Grande Belém entre sábado (18) e domingo (19).

Segundo os manifestantes, a principal reivindicação é o início e o avanço das obras de macrodrenagem no canal do Mata Fome. De acordo com a população, a falta de intervenções estruturais tem agravado os impactos das chuvas na área, provocando prejuízos frequentes.

Os moradores relatam que diversas ruas ficaram completamente alagadas durante o fim de semana, com registros de casas invadidas pela água e perdas materiais. Em alguns casos, a força da água chegou a comprometer estruturas de imóveis.

Durante o ato, os manifestantes bloquearam a via como forma de pressionar o poder público por soluções definitivas. Eles afirmam que as obras no canal do Mata Fome são essenciais para reduzir os alagamentos e evitar novos danos à comunidade.

A população também informou que só pretende encerrar a manifestação quando representantes do poder público, especialmente da Prefeitura de Belém, estiverem no local para avaliar a situação e apresentar uma solução concreta, o que não aconteceu até por volta das 21h, quando a reportagem do Grupo Liberal esteve no local.

Um dos moradores, que se identificou apenas como José Nazareno, relatou a gravidade da situação e os prejuízos enfrentados. “Calamidade pública geral. A nossa principal reivindicação aqui com essa manifestação é que caiu essa chuva hoje aqui na nossa cidade e alagou tudo, alagou todas as coisas. É impressionante ver a situação que está hoje aqui. Estamos esquecidos pelos órgãos públicos e perdendo todos os nossos bens. A gente quer uma solução para o canal do Mata Fome, que há tanto tempo prometem e não fazem. Aí vem uma chuva dessa e nós ficamos nessa calamidade”, afirmou.

Ele também destacou que o protesto é uma forma de chamar a atenção das autoridades. “Nenhum de nós queria estar aqui nessa situação, pegando chuva, deixando de ir para nossas igrejas, mas estamos aqui porque queremos uma solução. Da próxima vez vai ser pior. O pouco que nós conseguimos, vamos perder tudo de novo. E a gente não quer mais isso”, disse, ao relatar que teve perda total dos bens dentro de casa.

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