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Moradores da avenida Tucunduba, no Guamá,  protestam por falta de água diária nas torneiras

Homens e mulheres tocaram fogo em pedaços de madeira e interditaram a avenida desde o início desta noite para chamar a atenção das autoridades públicas

O Liberal

De acordo com a vizinhança, a água só aparece nos canos de madrugada. Cansados de esperar uma solução dos órgãos públicos, adultos e jovens fecharam a própria avenida Tucunduba, que faz ligações com várias passagens, no bairro do Guamá, e pediram a presença da imprensa para expor a situação enfrentada por eles diariamente. A Companhia de Saneamento do Pará informou à Redação Integrada que ainda nesta noite de quinta-feira uma equipe irá ao local para verificar a situação e realizar o reparo necessário para restabelecer o fornecimento de água.

Donas de casa, aposentados e estudantes participaram do protesto. Eles reclamam que a falta de água tem obrigado as famílias a comprarem água mineral, o que aumenta os transtornos por causa do desfalque no orçamento familiar. Também disseram que crianças estão faltando aulas porque as mães já não conseguem lavar os uniformes, e as meninas e meninos não querem ir com a roupa suja para o colégio. Todos tinham alguma queixa sobre enfrentar dias e noites sem água na torneira.

Moradores da avenida Tucunduba, no Guamá,  protestam por falta de água diária nas torneiras

Segundo os moradores, a água só aparece de madrugada. "Sou diarista, saio de casa e deixo ele com a vizinha, quando volto não tenho água para tomar banho nem fazer a comida dele", disse Ana Maria Chagas, com o filho de três anos no colo.

Conforme a dona de casa, Maria Alice Santa Rosa dos Santos, 61 anos, o protesto dos moradores nesta noite é justo porque as famílias estão no limite do caos com a constante falta de água ao longo da avenida Tucunduba.

"Somos 12 pessoas em casa, com filhos, netos e sobrinhos. Há uns dois meses, a gente ia dormir uma hora, duas horas da madrugada para poder encher a caixa d'água, e agora a gente não consegue mais encher, porque vem de madrugada, mas nem demora. A gente passa o dia todo sem água e a noite também. Estamos comprando água, mas nem todo mundo pode. Tem uns cinco dias que não vem mesmo, por isso, a gente está aqui", disse Maria Alice.

Os moradores afirmaram que já foram à Cosanpa reclamar do problema. A Companhia começou, há cerca de seis meses, uma obra na rua, mas o problema da falta de água continua até agora.

Maria Luzia dos Reis, 51 anos, tem oito pessoas em casa. À noite, ela e a filha, vendem churrasquinho na porta de casa na avenida Tucunduba próximo à esquina da Passagem Joana D'arc. Ela contou que o lucro, que já era pouco, está indo embora, porque elas precisam comprar água mineral para trabalhar.

"Minha filha vende cada churrasquinho a R$ 10, 00, a gente compra um garrafão de água a R$ 7,00, mas um só não dá. A gente está comprando quatro porque a gente não vai morrer de sede, e tem de fazer comida com água mineral, e tomar banho, e às vezes, não dá".

O tenente Uanderson Alves, do 20º Batalhão da Polícia Militar, comandava um efetivo de policiais, todos acompanhavam o protesto à distância. "A nossa missão aqui é manter a ordem pública e a paz social", disse ele, que em alguns momentos era cobrado pelos moradores sobre a falta de água, em situações tensas.

Belém
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