Mesmo com chuva, a venda de sombrinhas, capas e guarda-chuvas ainda não esquentou

Preços tiveram sensível aumento e num período de crise, investir no produto mais resistente pode não ser mais a melhor escolha

Victor Furtado

As chuvas começaram a cair com mais frequência e intensidade. Seria o momento em que o comércio informal de Belém estaria "aquecido" com a venda de sombrinhas, capas de chuva e guarda-chuvas. Mas o que se vê são vendedores tristes e estoques muito limitados. Quem comprou no ano passado, por conta do distanciamento social da pandemia de covid-19 e várias outras razões que fizeram pessoas ficarem em casa — desemprego, por exemplo —, não renovou o acessório. Quem precisa enfrentar a chuva, está escolhendo a opção mais barata.

As capas de chuva têm se mostrado uma opção um pouco mais duradoura de proteção e por um preço muito próximo dos modelos mais simples de sombrinhas: "apenas" R$ 10. Apenas, entre aspas, porque capas e sombrinhas já foram vendidas a R$ 5, de 2019 para trás. Aguentavam 10 minutos de chuva, mas custavam R$ 5.

Comerciantes informais estão com preços altos nos fornecedores e tiveram de repassar aos consumidores (Thiago Gomes / O Liberal)

Contudo, é mais complicado o uso das capas e bem mais difícil higienizar na pandemia, além de ser mais difícil de guardar após o uso e secagem após chegar em algum lugar. E nem tem sido fácil encontrar sombrinhas a R$ 10. Os vendedores ambulantes, como o senhor Valdeni Abreu, observam que os preços nos fornecedores subiram.

"Antes, eu comprava um pacote de seis peças do guarda-chuva grande por R$ 45 e vendia cada um a R$ 10. Agora tá 60 o pacote e preciso vender a R$ 15. A unidade das menores saía a R$ 10 e agora R$ 14. Só tenho lucro se vender a R$ 20. Mas Assim ficou muito difícil. A gente só tá conseguindo vender mais de manhã e se amanhecer chovendo. O inverno só tá começando e talvez piore em março, mas já era para estarmos todos vendendo bastante. Mas também, o pessoal nem tem saído muito de casa", disse Valdeni.

No centro comercial, quem procurar bem pode até achar o preço dos fornecedores dos ambulantes. A senhora Janaína — ela preferiu não dizer o sobrenome por ser descendente de chineses — é a administradora de uma loja de produtos importados, disse que as vendas estão ruins para um inverno e que os preços subiram devido ao aumento do dólar. O Comércio, como um todo, está bem apático. Lojas fechadas e poucos vendedores nas ruas. Pouco movimento também.

Mesmo com chuva e lojas vendendo sombrinhas e capas além dos estoques normais de mercadorias, o Comércio está apático, com pouco movimento e muitas lojas fechadas. (Thiago Gomes / O Liberal)

"Por enquanto, as vendas não estão boas. Começou a ter mais saída, mas ainda é pouco. Costumo vender mais os grandes e as pessoas, para as chuvas daqui, preferem comprar os mais caros e resistentes. Atualmente tenho modelos simples, de R$ 10, e modelos mais modernos e fortes a R$ 35", comentou Janaína.

A vendedora de lanches Patrícia Tavares trabalha numa barraca do Ver-o-Peso e disse que ainda tem enfrentado a chuva sem proteção esses tempos, pois os preços dos guarda-chuvas estão altos. "Por enquanto estou enrolando essa compra porque realmente tá bem caro. Por enquanto tem dado e pra ir sem e me molhando um pouco", comentou.

Belém
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