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Máscaras feitas de garrafa pet não protegem contra o coronavírus, diz especialista

"É muito grande o risco de transmissão", alerta médica infectologista"; veja quais máscaras são indicadas

Dilson Pimentel/ O Liberal

É muito grande o risco de transmissão para quem usa máscaras de plástico, pois não há nenhuma proteção. “Verifica-se que algumas pessoas fazem máscara de garrafa pet ou outro tipo de material não recomendado. Orienta-se o não uso”, alertou, nesta segunda-feira (24), a médica infectologista Helena Brígido, professora do curso de Medicina da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa).

Também nesta segunda-feira (24), um vídeo está circulando nas redes sociais da capital paraense e divertindo centenas de pessoas. Tudo devido um homem ter sido filmado andando de bicicleta pelo bairro da Pedreira com uma máscara feita de garrafa pet. Mas o uso desse acessório não protege a pessoa contra o novo coronavírus.

Diretora de Comunicação da Sociedade Paraense de Infectologia, Helena Brígido explicou que a transmissão da covid-19 ocorre com gotículas oriundas de fala, espirro e/ou tosse. Portanto, uma barreira é o uso de máscaras cobrindo nariz e boca. E há vários tipos, sobre os quais a médica comentou. Apesar do preço acessível, as máscaras de tecido devem ser utilizadas com dupla ou tripla camada de tecido: com a parte externa com material resistente à água (polipropileno e/ou poliéster); a do meio de material sintético ou algodão para atuar como filtro, a de proximidade com a pele com algodão, pois absorve a água. “É baixa a proteção com camada única. Mas, diante da situação econômica e também pela quantidade da população a ser usada, deve ser incentivado o uso. Uma das vantagens é que podem ser reutilizadas após lavagem”, explicou.

As máscaras cirúrgicas são muito eficientes e conseguem filtrar partículas menores do que outros tecidos. Porém são descartáveis, aumentando o custo e, muitas vezes, inviabilizando a compra. Uma das grandes vantagens é ter arame parte superior para ajuste na parte superior do nariz. A máscara N95 é a mais segura. São utilizadas por profissionais da saúde pela alta segurança já que esses trabalhadores lidam no dia a dia com o Sars-Cv-2 e outros vírus, como o da influenza.

A dra. Helena Brígido também explicou que a  máscara PFF2 garante segurança e tem um preço menor que a máscara N95. Também vem com um clipe/arame para ajuste no nariz. Deve ser usada em locais fechados: transportes públicos e em viagens de avião. Ela também falou sobre as  máscaras que não devem ser utilizadas. Uma delas é a máscara com válvula. É que a válvula facilita a saída de ar, que é justamente o que se deve evitar por causa da disseminação da covid-19.

Outra é a máscara de vinil, que é feita com material semelhante a plástico e não confere nenhuma proteção. Além, é claro, das máscaras de plástico. Uma observação importante, ainda segundo a médica. O face shield, ou protetor facial, não protege contra a covid-19. “Observa-se apresentadores de programas de TV, pessoas em feiras e/ou supermercados apenas com esse acessório sem a máscara cobrindo nariz e boca. Não há proteção”, afirmou.

Como proceder para o uso de máscaras

Antes de tudo, lavar as mãos com água e sabão ou álcool a 70%. Colocar a máscaras pegando com as mãos pelos lados e inserindo nas orelhas ou no couro cabeludo, dependendo como está o envoltório para colocação na face. Após a colocação, certificar-se de que está bem colocada, cobrindo corretamente a boca e o nariz para a devida proteção.

Se precisar retirar para alimentação ou lavagem ou jogar fora, deve-se também pegar pelas alças. Não colocar as mãos na frente da máscara, pois pode estar contaminada. “Esse é exatamente o objetivo. Por isso, não se pega na frente do acessório”, afirmou Helena Brígido. Ao retirar, se não for jogar fora, o ideal é ter um saco plástico para guardar a máscara para recoloca-la depois. Todas as vezes que colocar e retirar, usar álcool a 70% nas mãos.

 

 

Belém
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