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Marco e Pedreira lideram casos de covid-19 em Belém

Confira o ranking dos 20 bairros com mais casos confirmados desde o início da pandemia, segundo o site de monitoramento da Sespa

Emanuele Correa

O monitoramento de covid-19 no site da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), desde o início da pandemia até hoje mostra os casos de registrados da doença em cada um dos bairros e ilhas de Belém e Distritos, dos 76 mapeados a equipe da redação integrada de O Liberal elencou os 20 bairros com os maiores casos desde o início da pandemia e saiu às ruas para conversas com moradores para saber como está a adesão da vacina e o uso de máscaras, aliados indispensáveis para o combate da doença.

O mapa de casos confirmados 2020-2021 aponta o bairro do Marco com o maior números de casos com 6.946, seguido da Pedreira com 6.439 casos e a Marambaia. 5.245. Na avenida Pedro Miranda, uma das mais movimentadas da Pedreira, os moradores opinaram sobre manter os cuidados, mesmo com a cobertura vacinal de Belém em  pelo menos 80% da população com as duas doses e quase 90% com pelo menos a 1ª dose.

José Ribamar, 68 anos, conta que está com as duas doses e que agora irá tomar 3ª dose, sobre o uso de máscara diz que ela veio para ficar e que mesmo depois que a pandemia passar não irá abandonar o uso, pois sabe que ela protegerá de outros vírus respiratórios e ajudará a manter os cuidados com a saúde. "Antes a gente não tinha consciência dos perigos da contaminação, aí acontece a contaminação. O uso da máscara é bom, a gente aspira muita coisa que não deveria, então, ela filtra. A Covid ela não foi extinta, ela não acabou. Ela é tipo uma gripe. Tive amigos que morreram. Acho muito precipitado as pessoas quererem deixar o uso da máscara", comenta José.

"Eu uso a máscara em todos os ambientes, abertos, fechados e até em casa quando eu tenho pessoas de fora visitando. A Pandemia veio trazer esses cuidados para quem quer viver mais. Antes a gente se alimentava, pegava nas coisas, não lavava as mãos. Tem que lavar as mãos com sabão ou passar álcool. Quem gosta de viver tem que usar a máscara. A Pandemia está melhorando, mas há lugares que flexibilizaram e os casos aumentaram, como nos EUA. Temos que manter os cuidados", finalizou. 

Lúcio Borges também está vacinado e afirma que o uso da máscara em locais fechados é indispensável, no entanto, ele acredita que o que precisa acontecer é campanhas de conscientização, não a imposição do seu uso. "Eu acho que a máscara é uma questão de necessidade, não de ideologia. Num local fechado é algo de necessidade. Num local fechado tem que ser usado. As pessoas podem ser orientadas a usar, não obrigadas. Há ambientes que a gente pode ficar sem máscaras, como espaços abertos", observa.

Ele observa que muitas pessoas já estão deixando de usar a máscara, até mesmo em via pública, como a avenida Pedro Miranda. A sensação que ele observa é de uma segurança que a vacina dá, mas reforça que as pessoas precisam pensar sobre essa importância.  "Às vezes é uma falsa sensação de segurança que leva a pessoa a não usar a máscara. Eu acredito que as pessoas usam, devem usar. Acho que elas devem usar em lugares fechados. Manter os cuidados até a pandemia passar, mas ter a liberdade de escolher usar a máscara", finalizou.

A redação integrada de O liberal entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) sobre as orientações após o encerramento da etapa da campanha de vacinação contra a covid-19 nos postos de imunização e que desde o dia 13 segue nas Unidades Municipais de Saúde (UMS) assim como sobre a campanha de conscientização do uso de máscara e a manutenção dos cuidados contra o coronavírus. Em nota a Sesma informou que: "não há uma campanha específica e que essa é uma orientação constante da Secretaria, tanto em relação ao uso de máscaras, que não tem previsão de flexibilização, assim como, os demais cuidados em relação a pandemia, como: distanciamento social, higienização das mãos. Mesmo que Belém siga em um momento de estabilização dos números de casos da Covid-19", disse em nota.

A Sesma afirmou ainda que: "é necessário ficar claro que a vacinação anti-covid segue na capital. O que vai acontecer é uma mudança de perfil. Agora, a vacinação entra na rotina das salas de vacinação dos postos de saúde da capital e distritos e passa a ser por demanda espontânea. Dessa maneira, o monitoramento dos processo continuará sendo realizado assim como a comunicação direta com a população, por meio das redes sociais, tanto da Sesma quanto da Prefeitura, no site específico da campanha (belémvacinada.com.br), no Agência Belém e na imprensa também. Tanto no sentido de conscientizar para a importância da vacinação quanto para os cuidados preventivos e de combate a covid", concluiu a nota.

Confira o ranking dos 20 bairros com mais casos confirmados desde o início da pandemia, segundo o site de monitoramento da Sespa

1º Marco: 6.946
2º Pedreira: 6.439
3º Marambaia: 5.245
4º Guamá: 5.021
5º Umarizal: 5.005
6º Jurunas: 4.566
7º  Icoaraci: 3.939
8 º Coqueiro: 3.887
9º Parque Verde: 3.778
10º Tapanã: 3.486
11º Cremação: 3.308
12º Nazaré: 2.888
13º Sacramenta: 2.620
14º Telégrafo: 2.586
15º São Braz: 2.359
16º Batista Campos: 2.345
17º Montese: 2.332
18º Condor: 2.219
19º Mangueirão: 2.151
20º Tenoné: 1.682

Belém
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