Mais casas podem estar sob risco de desmoronamento no ‘Recanto Verde’ em Icoaraci, diz Defesa Civil
Avaliações estão sendo realizadas nos imóveis da área nesta segunda-feira (2)
O número de imóveis identificados como apresentando risco de desmoronamento no loteamento Recanto Verde, no distrito de Icoaraci, em Belém, pode aumentar no decorrer das vistorias. A informação foi reforçada nesta segunda-feira (2) pelo secretário de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel), Luciano de Oliveira, que foi ao local verificar as residências impactadas na área. Até o momento, uma casa ficou completamente destruída e sete foram diretamente afetadas.
O deslizamento ocorreu devido à forte chuva na madrugada de sábado (28) em uma área de barranco alto, com moradias construídas em diferentes níveis. Segundo o secretário, até o momento, as sete casas já receberam recomendação de desocupação, mas novas avaliações técnicas continuam sendo realizadas pela Defesa Civil. “O pessoal está trabalhando no isolamento e a expectativa aqui é de 30 famílias atendidas”, detalhou Luciano de Oliveira.
O secretário destacou que, com a presença das equipes no local, moradores têm solicitado novas inspeções em outros pontos da rua, o que pode impactar o balanço inicial.
“Ocorre que, com a presença da equipe da Defesa Civil, nós temos observado que o pessoal está demandando e chamando para olhar determinados espaços e essas avaliações estão sendo feitas. A partir dessas avaliações, esses números podem ser alterados ou não”, apontou.
Ele explicou que ainda não é possível determinar um número exato ou um total definitivo de imóveis em risco, justamente porque o levantamento técnico continua sendo atualizado.
“É até difícil cravar, porque nós temos, como eu disse, recebido várias demandas. O pessoal está chamando para visitas. Só que as avaliações são feitas pelos engenheiros e pela Defesa Civil, que, de forma técnica, conseguem orientar se aquela casa deve ser desocupada ou não.”
Conforme o secretário, a prefeitura trabalha de forma integrada com a Defesa Civil e a Fundação Papa João XXIII (Funpapa) para garantir o atendimento às famílias. Ele afirmou que o suporte será mantido até que a situação esteja resolvida.
“À medida que a chuva pode avançar, a previsão do tempo traz essa informação, e nós vamos continuar falando com as equipes aqui, de forma interdisciplinar, com o pessoal da Funpapa, com o pessoal da Defesa Civil, principalmente, fazendo esse atendimento até que esse apoio seja concluído de maneira satisfatória”, garantiu.
Luciano de Oliveira também disse que as famílias das casas já interditadas terão acesso ao aluguel social enquanto aguardam uma solução definitiva. “A questão do aluguel social para essas casas que já devem ser desocupadas, a prefeitura deve providenciar para que essas famílias tenham um local de abrigo enquanto a situação se resolve”, declarou.
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