Médicos da UPA do Distrito Industrial suspendem atendimento por falta de segurança

Pacientes começaram a ser atendidos na manhã deste domingo (10), logo após a chegada de um guarda municipal; UPA foi invadida por assaltantes há duas semanas

Enize Vidigal

Os médicos plantonistas da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Distrito Industrial, em Ananindeua, suspenderam o atendimento ao público no início da manhã deste domingo (10), até a chegada de um guarda municipal para fazer a segurança do local. Há cerca de duas semanas, a UPA foi invadida por assaltantes.

Pacientes em estado de urgência ficaram numa fila de espera desde o início da troca de plantão na UPA, às 7 horas da manhã, até pouco depois das 9 horas, quando o guarda chegou para trabalhar. Entre eles, estava a lactante Eliane Farias, de 21 anos, que estava com febre havia três dias e com dificuldades para amamentar a filha de quatro meses. Alguns pacientes foram embora procurar atendimento em outras unidades, como o caso de uma idosa cadeirante e hipertensa.

Os pacientes que iam chegando à unidade eram comunicados pelos recepcionistas que os dois médicos de plantão não estavam atendendo devido à falta de segurança. Um servidor confirmou que devido a assaltos no local, passou a ter plantão de guardas municipais na unidade, porém, desde a meia-noite do domingo nenhum guarda havia sido enviado à UPA.

"Eu fiquei uma hora esperando atendimento. Estou com muita febre e dor no corpo. A minha filha não está querendo mamar porque o meu corpo está muito quente. Quando cheguei tinham sete pessoas esperando atendimento. O recepcionista avisou que o médico não estava atendendo porque não havia guarda. Teve gente que foi embora. Eu já tô acostumada com o serviço público (ruim). Não adianta bater cabeça e ficar prejudicando o psicológico com esse pessoal", disse a paciente Eliane Farias, de 21 anos, logo após ser atendida. " A mãe dela, que estava acompanhando-a, não teve a mesma paciência: "Eu já estava revoltada. Reclamei que a minha filha está doente. Não fomos para a UPA da Cidade Nova porque não tínhamos dinheiro da passagem (de ônibus). A gente tem uma UPA perto da gente pra quê?", questionou.

Outra paciente, Luana Cristina Trindade, de 29 anos, estava com dor de dente. "Cheguei aqui às 6h15 da manhã com dor no dente, com pus, latejando. Demorou muito para começar o atendimento, muita gente foi embora", contou. "Chegou uma senhora idosa, de cadeira de rodas, hipertensa que foi embora para tentar atendimento em Marituba", contou Andréa Gomes, de 34 anos, acompanhante de Luana.

O mototaxista Neto Uchôa, que realiza corridas na área da UPA, contou que há cerca de duas semanas dois homens armados invadiram a UPA do Distrito Industrial e assaltaram todos as pessoas que estavam no local. Desde aí a prefeitura passou a enviar guardas municipais para afzer a segurança.

Em nota, a Prefeitura de Ananindeua, por meio das Secretarias de Saúde e Segurança, informou que  a paralisação se deu em razão de uma ocorrência de urgência que guarnição da Guarda Municipal de Ananindeua teve que intervir e que causou o atraso da troca da equipe da Guarda que estava se deslocando para a UPA. Contudo, os serviços foram retomados normalmente após este acontecimento.

Belém
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