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Julho Verde: campanha reforça prevenção e conscientização do câncer de cabeça e pescoço

Pará está entre os estados do Brasil com menores taxas de incidência de câncer de cavidade oral

Fabyo Cruz

No Brasil, os dados referentes ao diagnóstico de cânceres de cabeça e pescoço, com exceção da tireóide, são alarmantes. Em média, 76% dos casos só são diagnosticados em estágio avançado, o que dificulta o tratamento, além de elevar a taxa de mortalidade. Assuntos como esse ganham maior visibilidade por conta do dia 27 de julho, quando é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço. Entretanto, ações para promover informação para o enfrentamento ao problema são reforçadas ao longo do mês de julho diante da campanha Julho Verde.

Os cânceres de cabeça e pescoço englobam tumores da cavidade oral, faringe, laringe e cavidade nasal. Esses tipos de cânceres ocorrem predominantemente em homens acima de 40 anos. O tabagismo e o excesso de álcool são grandes fatores de risco. Em 2019, segundo dados do INCA, foram 20.722 mortes por câncer de cabeça e pescoço.

São estimados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, 2.310 casos novos de tireoide em homens e de 11.950 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 2,17 casos novos a cada 100 mil homens e 11,15 para cada 100 mil mulheres.

O Pará está entre os estados do Brasil com menores taxas de incidência de câncer de cavidade oral. Dados da plataforma Observatório Global do Câncer (GCO) mostram que 4,4 corresponde para cada 100 mil homens e 3,8 para cada 100 mil mulheres. Em relação à laringe as taxas são ainda menores, chegando a menos de 3,0 para ambos..

Luís Eduardo Werneck, oncologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), algumas razões explicam a baixa taxa de incidência entre os paraenses. “Essas baixas taxas de incidência talvez possam refletir a condição de clima. Geralmente fuma-se mais em locais com clima temperado ou subtropical”, disse o especialista.

“As incidências de câncer de cabeça na região Sul são praticamente o dobro das do Pará. Com relação à bebida alcoólica, apesar de nós acharmos que o paraense consome muito álcool, o Pará é o décimo segundo estado brasieiro em consumo de álcool per capita por habitante”, completou o oncologista.

De acordo com o médico, a vacinação do HPV para os meninos de 11 a 14 anos e para meninas de 9 a 14 anos, é um dos principais recursos desenvolvidos para prevenir cânceres. “Mesmo depois de adulto a vacina ainda é efetiva para diminuir a replicação da quantidade de partículas virais de cada indivíduo. Se as pessoas recorrem à vacina, disponível na rede pública, no Pará, essa taxa iria diminuir para menos de 1/3”, enfatizou.

Luís Eduardo Werneck, oncologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), comentou sobre a taxa de incidência do problema no Pará (Ivan Duarte/O Liberal)

Como evitar o problema?

  • Não fumar;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Ter alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
  • Manter boa higiene bucal;
  • Usar protetor solar e evitar exposição ao sol prolongada;
  • Usar preservativo (camisinha) na prática do sexo oral;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Vacinação do HPV para os meninos de 11 a 14 anos e para meninas de 9 a 14 anos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço; site da PROGEP/UFPB; site da UNICAMP.

 

Belém
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