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Hospital Abelardo Santos, em Belém, realiza primeira captação de fígado para transplante

Este é o terceiro tipo de captação de órgãos realizados pela equipe do HRAS, que também já faz captações renais e de córnea

O Liberal
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O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), localizado no distrito de Icoaraci, em Belém, promoveu, no último domingo (11), a primeira captação de fígado da unidade. Esse é mais um importante passo na área de captação de órgãos na unidade, que já realizava captações renais e de córnea. A doação foi feita pela família de uma mulher de 51 anos que teve o diagnóstico de morte encefálica confirmado. Após a captação, o órgão é entregue à Central Estadual de Transplantes (CET), que é a responsável por direciona-lo ao paciente compatível, respeitando a fila de espera por um transplante.

“Esta é a segunda vez em que entramos no centro cirúrgico para captação de fígado, porém, foi a primeira vez que temos a captação efetiva de um fígado bom e sem achados intraoperatórios. É um marco no HRAS. Estamos crescendo no que diz respeito à captação de órgãos e tecidos para transplante. É um longo caminho a percorrer, mas com uma equipe como a do Abelardo, tudo fica mais fácil”, comemorou o enfermeiro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), Daniel Tapajós.

Para os profissionais do HRAS, realizar mais esta modalidade de captação é motivo de orgulho. “Poder participar da captação de órgão no Hospital Abelardo Santos é algo único que faz uma tremenda diferença na minha vida. Temos todo o cuidado para que tudo ocorra com perfeição, pois sabemos o quanto é importante na vida das pessoas que aguardam na fila do transplante. Essa experiência é única na minha vida e graças a Deus deu tudo certo, foi lindo poder ajudar de alguma forma. Meu sentimento é de gratidão”, destacou a enfermeira do Centro Cirúrgico, Milena Silva.

Trabalho diário

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante da unidade conta com uma equipe que trabalha diariamente na busca ativa e no acompanhamento e acolhimento das famílias de potenciais doadores de órgãos. “Atualmente, utiliza-se não o processo direto de questionamento e permissão de captação aos familiares, e sim um acolhimento no qual se é demonstrado de forma humana a empatia e a solidariedade pela perda de um ente, ou como se costuma dizer na prática, a perda ‘do amor da vida de alguém’. Com base neste entendimento, optamos por não transformar a captação em um alvo e sim como um reflexo, um efeito colateral de uma dedicação profissional a uma causa maior. Focamos no acolhimento, na possibilidade de fechar o diagnóstico de ME e proporcionar ás famílias a livre escolha em doar ou não os órgãos”, explicou o enfermeiro da CIHDOTT.

Morte encefálica

Para ser um doador de órgãos após a morte, é necessária a realização de um rigoroso protocolo médico que vai determinar se o paciente teve morte encefálica, que consiste na parada irreversível das funções do cérebro. Hoje, um paciente que pretende ser doador, não precisa deixar nenhum documento escrito, mas sim manifestar o desejo à família, para que este seja respeitado.

“Ressalta-se que, morte encefálica é um diagnóstico que só pode ser confirmado com exames rigorosos do Protocolo de Morte Encefálica e que são realizados por uma equipe habilitada e sempre em discussão com a equipe multiprofissional. Até o fechamento do diagnóstico, um longo caminho, cheio de desafios, é percorrido. A felicidade toma conta por enxergarmos novas possibilidades de vida, novos caminhos sendo traçados tanto para o hospital quanto para a comunidade, acendendo a esperança de uma sobrevida muito maior”, concluiu Daniel Tapajós.

“Para nós, é um passo muito importante. Temos uma equipe médica e multiprofissional muito qualificada e que cada vez mais busca a excelência no serviço de saúde para a população. Realizar a captação hepática é mais uma forma de levar saúde àquelas pessoas que aguardam por um transplante e uma mudança de vida. E é isso que fazemos aqui”, afirmou a diretora-geral do HRAS, Aline Oliveira.

Serviço

O HRAS se tornou referência na Região Metropolitana por ter uma infraestrutura completa. A unidade conta com 25 leitos clínicos pediátricos, 10 leitos cirúrgicos pediátricos e 10 leitos de UTI pediátrica, com atendimento médico e de enfermagem durante 24h, além da equipe multiprofissional. O Abelardo Santos tem também o suporte de 50 leitos voltados à recuperação dos bebês prematuros. Os leitos estão divididos em UTIs e Unidades de Cuidados Intermediários (UCI). A instituição é administrada pelo Instituto Social Mais Saúde (ISMS), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

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Belém
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