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Greve de ônibus em Belém: rodoviários da Monte Cristo paralisam atividades e afetam 10 mil pessoas

Os rodoviários alegam estar sem pagamento de salários e benefícios trabalhistas desde maio

Dilson Pimentel

Rodoviários da empresa de transporte Monte Cristo entraram em estado de greve no início da manhã desta segunda-feira (25) em Belém. A paralisação foi comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrebel). Com isso, cerca de 10 mil usuários — média de passageiros transportados diariamente — estão sem ônibus desde a madrugada.

Entre as linhas operadas pela Monte Cristo estão as que atendem ao conjunto Marex, CDP-Providência, Pedreira-Nazaré, Pedreira-Lomas e linhas que atendem ao bairro da Sacramenta. A empresa, como estima o Sintrebel, tem cerca de 700 trabalhadores. O motivo da paralisação seria a cobrança de salários e benefícios trabalhistas que estão em atraso desde maio deste ano. É a sétima paralisação nos últimos três anos.

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Enquanto isso, passageiros estão usando linhas da empresa Forte, que têm alguns itinerários sobrepostos aos da Monte Cristo. Porém, nem todos conseguem atender aos usuários.

A Redação Integrada de O Liberal tenta contato com a empresa.

Desde as primeiras horas da manhã, os rodoviários da Monte Cristo paralisaram as atividades (Sintrebel / Divulgação)

 

 

Setransbel aponta crise financeira e tarifa insuficiente

Por nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransbel) vem aponta uma crise que afeta o setor de transportes, de modo que há instabilidade financeira.

"O Setransbel ressalta que o desequilíbrio financeiro das empresas, provocado pela redução na tarifa técnica, resulta na impossibilidade de honrar com os altos custos do sistema de transporte. A crise no setor vem sendo agravada, e o reflexo é a falta de recurso das empresas para pagar seus compromissos, em razão da ausência de definição das desonerações e subsídios previstos pela Prefeitura de Belém que iriam recompor a tarifa técnica definida em R$ 5,01 pela Semob, e aprovada pelo Conselho de Transporte. O prejuízo mensal do sistema já ultrapassa R$18 milhões, impedindo ações que poderiam melhorar a prestação do serviço, como a renovação da frota", diz a nota do sindicato empresarial.

Ainda na nota, o Setransbel destaca que "...a redução do ICMS não beneficiou o preço do diesel, que permanece em 17%. Em Belém o litro do combustível está custando em média R$ 7,39. Em 12 meses, a alta real saltou para 57,9%. Nesse cenário pode-se observar uma grande diferença no custo operacional. Entre 2019 e 2022, houve várias paralisações dos trabalhadores reivindicando aumentos, que foram concedidos. Inclusive esse ano houve mais um reajuste. No entanto, também devemos levar em consideração o aumento de vários itens da operação, como pneus, manutenção, salário, custo dos combustíveis, peças para manutenção dos veículos que se tornaram mais caras, e tudo isso tem sido pouco custeado por meio da tarifa de R$ 4,00 reais. O que não acompanha a inflação”.

Semob emite nota sobre paralisação na empresa Monte Cristo

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) comunica que acompanha a paralisação dos rodoviários da empresa Monte Cristo, iniciada na manhã desta segunda-feira, 25. A Semob informa que está sensível à manifestação da categoria e espera que a situação seja logo resolvida. Porém, é importante pontuar que as pautas apresentadas pelos rodoviários da empresa dizem respeito às questões trabalhistas, uma relação restrita entre  empregador e empregado.

A Semob acompanha o caso para assegurar que a empresa garanta o pronto restabelecimento da prestação do serviço, inclusive com a aplicação das devidas penalidades, durante o período de paralisação. Para não deixar os usuários desassistidos, há uma determinação da autarquia para que outras empresas, com linhas que têm itinerários sobrepostos aos da Monte Cristo, reforcem suas frotas enquanto durar o movimento grevista.

Belém
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