Fitdance impulsiona metas de bem-estar com ritmos e coreografias para todas as idades
De forma dinâmica e divertida, modalidade estimula saúde e autoestima de adeptos na primeira semana do ano
“Em 2024, eu tive um câncer de mama. Durante todo o tratamento, eu continuei me exercitando, fazendo dança três vezes na semana, mesmo careca, eu andava de turbante aqui na academia. E aí o Fitdance me ajudou não apenas fisicamente, mas também emocionalmente a me sentir bem, me sentir plena dentro de um processo que eu chamava de ‘meu deserto’, que é muito difícil”.
O depoimento forte e emocionante da professora universitária Jailma Bulhões Campos, de 48 anos, resume o espírito de quem escolheu começar 2026 sem adiar planos, colocando em prática, já na primeira semana do ano, as metas de saúde e bem-estar. Segundo Jailma, a modalidade Fitdance tem se destacado como uma das preferidas entre alunos que decidiram tirar o “projeto fitness” do papel. Ela é aluna de uma academia no bairro de Batista Campos, em Belém.
Misturando música, movimento e socialização, o Fitdance é uma aula de ritmos que combina coreografias com diferentes níveis de complexidade, trabalhando o corpo todo de forma dinâmica e divertida. Os passos variam entre movimentos simples e outros mais desafiadores, respeitando o ritmo dos alunos e permitindo que iniciantes, intermediários e até os mais experientes participem da aula coletiva.
O educador físico e instrutor de Fitdance, Matheus Nascimento, diz que a modalidade atende as diversas faixas etárias. “Engloba crianças, adolescentes, adultos e idosos. É uma atividade aeróbica que melhora o sistema cardiovascular, a circulação sanguínea, a saúde e a longevidade. Além disso, tem algo essencial, que é a socialização. A pessoa chega com problemas pessoais ou profissionais e, através da dança, consegue esquecer um pouco tudo isso, conhecer novas pessoas e se divertir”, explica.
As aulas seguem uma dinâmica progressiva: começam com coreografias mais tranquilas e vão aumentando o ritmo e a complexidade dos movimentos, estimulando o gasto calórico, a coordenação motora e o condicionamento físico. Para Matheus, o diferencial está na metodologia e na relação entre professor e alunos. “A prática leva à evolução. Quanto mais o aluno pratica, melhor ele executa. E a dança acaba sendo um cardio muito mais leve, dinâmico e prazeroso”, destaca.
Entre as alunas que encontraram no Fitdance um aliado para manter a constância nos exercícios está Evelin Moreira, profissional de educação física, de 29 anos, que pratica a modalidade há seis anos. Para ela, os benefícios vão muito além do físico. “A dança traz benefícios emocionais também. Dentro da aula coletiva existe socialização, aumento da autoestima, melhora do condicionamento cardiorrespiratório e tonificação muscular”, afirma.
Evelin conta que o clima descontraído ajuda quem tem vergonha ou acha que “não leva jeito” para dançar. “Tudo é prática. Eu também era péssima no começo. Os professores incentivam, vão até o aluno, chamam para aprender. Isso motiva e faz com que ninguém se sinta acanhado. A gente acaba gostando tanto da aula quanto das pessoas”, relata.
Aliado no tratamento oncológico, Fitdance fez parte do processo de cura de paciente com câncer de mama
Outro exemplo de como o Fitdance impacta positivamente a vida dos praticantes é o da professora universitária Jailma Bulhões Campos. Adepta de atividades com música há mais de uma década, ela encontrou na modalidade um espaço de cuidado físico, emocional e de fortalecimento pessoal, especialmente durante e após o tratamento contra um câncer de mama.
“Durante todo o tratamento eu continuei fazendo musculação e dança três vezes por semana. Isso me ajudou não apenas fisicamente, mas emocionalmente. A amizade, o acolhimento e o apoio das outras mulheres foram fundamentais. A aula envolve muito além do exercício físico, envolve a parte afetiva e psicológica”, conta.
“Vim para a academia com outras mulheres, e as mulheres se entendem nesse sentido, porque é um câncer majoritariamente feminino, e conseguir o apoio, se sentir amada, se sentir parte, acolhida, foi muito importante nesse processo”, completa. “É extremamente necessário o paciente oncológico fazer exercício físico”, ressalta Jailma.
Para ela, o momento do Fitdance é um espaço de reconexão consigo mesma, a chamada “hora da Jailma”. “É a minha hora. Um momento só meu. A dança aumenta a autoestima, promove o autoconhecimento e faz a gente entender os limites do corpo. Você acha que só está se divertindo, mas está trabalhando articulações, músculos e mente ao mesmo tempo”, destaca.
Com relatos que inspiram e resultados visíveis no corpo e no humor, o Fitdance se consolida como uma porta de entrada para quem quer iniciar ou retomar a rotina de exercícios em 2026. Entre coreografias animadas, músicas variadas e muita interação, a modalidade mostra que cuidar da saúde é também cuidar da autoestima e pode e deve ser leve, prazeroso e cheio de movimento.
“A dança, especialmente para nós mulheres, faz aumentar a autoestima. A dança é uma forma de libertação, confiança, socialização, porque muitas de nós também são mães, então precisam dessa socialização de outras mulheres. Isso nos fortalece muito, não só pela questão social, mas também de elevação profissional e pessoal”, conclui Evelin.
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