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Ozempic genérico? Fim da patente da semaglutida deve ampliar acesso a tratamento contra obesidade

Para o endocrinologista Rubens Tófolo Jr, o fim da exclusividade da patente traz uma expectativa positiva

Bruna Lima
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Versões mais baratas das chamadas canetas emagrecedoras devem começar a chegar ao mercado brasileiro a partir dos primeiros meses de 2026. A mudança ocorre com o fim da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, previsto para os primeiros meses de 2026. A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) abre caminho para a entrada de medicamentos genéricos ou similares no país, o que pode representar um avanço significativo no tratamento da obesidade e do diabetes.

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Para o endocrinologista Rubens Tófolo Jr, o fim da exclusividade da patente traz uma expectativa positiva, especialmente para pacientes que hoje enfrentam dificuldades de acesso por conta dos altos preços. “Com o fim da patente do Ozempic, fica a esperança para muitos pacientes que convivem com o diabetes e com a obesidade, condições crônicas e complexas, de que possam ter acesso a medicamentos genéricos de grande eficácia”, afirma. Segundo o médico, a redução de custos pode contribuir para diminuir os índices dessas doenças, que estão entre as que mais atingem pessoas em todo o mundo.

Genéricos ainda não estão disponíveis

Apesar da expectativa, Rubens Tófolo ressalta que os genéricos da semaglutida ainda não estão disponíveis no Brasil. Ainda assim, ele tranquiliza os pacientes quanto à segurança. “Não há motivo para preocupação, pois, quando esses medicamentos forem liberados, será com a devida autorização e aprovação da Anvisa, que é responsável pela regulação e fiscalização”, explica. Isso significa que os produtos precisarão comprovar eficácia, qualidade e segurança equivalentes às do medicamento de referência.

Com preços mais baixos, surge também o receio de um uso indiscriminado, sem acompanhamento profissional. O endocrinologista alerta que os cuidados devem ser os mesmos aplicados a qualquer outro medicamento. “É fundamental ter acompanhamento médico, não se automedicar e adquirir o produto apenas em farmácias, sempre com receita”, destaca.

Mesmo com a chegada de canetas mais acessíveis, o acompanhamento especializado continua sendo indispensável. De acordo com Rubens Tófolo Jr, o tratamento vai muito além da simples aplicação do medicamento. “O endocrinologista é o especialista que trata do metabolismo como um todo. Ao usar canetas injetáveis, é essencial que o paciente realize exames para avaliar hormônios e o funcionamento metabólico, pois isso está diretamente ligado ao sucesso do tratamento”, conclui.

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