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Filho da escrivã: novo ato em Belém cobra investigação pelo caso do jovem morto em operação da PF

O protesto reuniu parentes, conhecidos e apoiadores da família, que cobram respostas das autoridades sobre as circunstâncias da morte do jovem

O Liberal
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Familiares e amigos de Marcello Vitor Carvalho de Araújo realizaram, na manhã deste domingo (8), um ato em frente ao Theatro da Paz, na Praça da República, em Belém. A mobilização pediu justiça e celeridade nas investigações sobre a morte do jovem, ocorrida em outubro de 2025, durante uma operação da Polícia Federal no bairro do Jurunas. 

O protesto reuniu parentes, conhecidos e apoiadores da família, que cobram respostas das autoridades sobre as circunstâncias da morte. Durante o ato, cartazes e manifestações públicas destacaram o pedido por transparência e rapidez na conclusão do inquérito. No dia 8 de fevereiro, um ato parecido também cobrou respostas do caso.

Filho da escrivã: novo ato em Belém cobra investigação pela morte do jovem morto em operação da PF

Laudo pericial

Recentemente, a Polícia Federal solicitou mais 90 dias para finalizar o laudo pericial. O Ministério Público chegou a sugerir um prazo menor, de 10 dias, para a entrega do documento. No entanto, a Justiça determinou a concessão dos três meses solicitados e ainda acrescentou mais um mês para análise e despacho do documento, totalizando 120 dias adicionais para a conclusão do processo.

A decisão gerou indignação entre os familiares, que afirmam já esperar há cinco meses por respostas das autoridades. Durante o ato realizado neste domingo, Ana Maria Magalhães de Carvalho, tia do jovem, voltou a cobrar agilidade nas investigações e a conclusão dos laudos que podem esclarecer o que ocorreu no dia da operação.

“Primeiro, nós queremos justiça. Não aceitamos a impunidade na morte de um rapaz que era totalmente do bem. Também queremos que esse caso sirva de inspiração para tantas mães que perderam seus filhos por ações de agentes do Estado e cujos processos passam anos sem uma conclusão. Nós não vamos nos calar, porque sabemos que temos força e conhecimento para ser porta-voz não apenas da vida do Marcello, mas de tantas outras vidas que também foram tiradas”, afirmou.

Ana Maria também criticou a demora na conclusão do laudo pericial e questionou a manutenção do sigilo da investigação.

“Hoje completam cinco meses que o Marcello foi assassinado e até agora a Polícia Federal não concluiu a investigação. O sigilo continua mantido e nós não conseguimos sequer saber quem foram os agentes que entraram na casa sem ordem judicial. No fim, são mais 120 dias de espera para uma resposta que a nossa família precisa", diz.

Segundo ela, tudo mudou na rotina da família após a morte do jovem. “Na nossa família, o impacto foi geral. Planos foram interrompidos e hoje a nossa vida se resume a lutar por justiça. Cada vez que o telefone toca e a minha sobrinha está ligando, eu me lembro do dia em que ela me disse: 'Tia, pelo amor de Deus, mataram o Marcello'. Foi algo que mudou completamente a nossa história. A gente vive unido e forte, mas chorando todos os dias, porque é uma dor que não passa”, lamentou Ana Maria.

Quem era o jovem

Marcello, que era filho de uma escrivã da Polícia Civil, foi morto no dia 8 de outubro de 2025, aos 24 anos, dentro do próprio apartamento, durante o cumprimento de mandados judiciais da Operação Eclesiastes, conduzida pela Polícia Federal. Ele era formado em educação física e trabalhava como auxiliar administrativo na Polícia Civil. Na época, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar o caso.

 

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