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Exposição fotográfica com foco na integração local de pessoas refugiadas é realizada em Belém

A exposição tem o objetivo de sensibilizar sobre a necessidade de combater a xenofobia e promover a empregabilidade da comunidade de refugiados no Brasil

O Liberal

Foi lançada nesta sexta-feira (5), a exposição fotográfica "Atravessando fronteiras e descobrindo imagens: a importância da integração de pessoas refugiadas", uma iniciativa do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAODH), e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em Belém.

A mostra reúne imagens de pessoas refugiadas com o objetivo de sensibilizar a população sobre a necessidade de combater a xenofobia e promover a empregabilidade da população refugiada no Brasil. Com um caráter educativo, a exposição busca desmistificar informações corriqueiramente veiculadas acerca desse grupo, esclarecendo aspectos jurídicos, socioeconômicos e as dúvidas mais frequentes.

Para o Procurador Geral do MPPA, Cesar Matar, é necessário que as instituições tenham um olhar diferenciado para os refugiados. “É preciso que nós façamos eco dentro da nossa vizinhança, dentro da nossa cidade, dentro de nossos estados, e o Ministério Público não pode permanecer a margem dessa realidade social e que aflige gravemente a população como um todo. Seguimos engajados e temos interesse de participar nesse projeto que está apenas iniciando, mas que tem um caminho muito longo pela frente se as instituições e a sociedade civil organizada não estiver participando de forma integrada. É preciso que isso faça parte do nosso dia a dia e que pessoas sejam engadas para resolver o problema de outras pessoas”, afirma. 

A responsável pelo escritório do ACNUR no Pará, Janaína Galvão, reforça que exposição pretende aproximar a temática da população paraense e da comunidade de acolhida. “A exposição busca por meio de recursos visuais retratar um pouco melhor quem são essas pessoas refugiadas, pessoas que viviam em seu país de origem, que estudavam, que trabalhavam, mas que por algum motivo de força maior tiveram que deixar tudo para trás para buscar proteção em outro país. Essas pessoas chegam no país de acolhida, nesse caso no Brasil e aqui em Belém, com muita vontade de reconstruir suas vidas, elas precisam então de um apoio maior para conseguir aprender o idioma, se inserir no mercado de trabalho, conseguir acessar serviços, muitas vezes elas cruzam uma fronteira sem ter um documento, sem ter uma mala de roupas, chegam em uma situação de muita vulnerabilidade e precisam de uma acolhida humanitária por parte das autoridades locais e da sociedade como um todo”, 

A exposição está ocorrendo no hall de um shopping localizado no bairro do Reduto e ficará disponível ao público até dia 15 de novembro.

Belém
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