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‘Eu não voltaria para a Guarda de Nazaré’, diz voluntário expulso após levar imagem de Nossa Senhora a terreiro de candomblé

Jairo Tapajós considera que a expulsão tenha sido um caso de intolerância religiosa

O Liberal

O servidor público Jairo Tapajós, de 38 anos, foi expulso da Guarda de Nazaré, após levar uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré a um terreiro de candomblé, em Belém, no último dia 27 de setembro.

Jairo fez parte da organização durante cinco anos. Ele recebeu a notícia da expulsão no dia 6 deste mês e considera que a decisão tenha sido um caso de intolerância religiosa. O ex-guarda afirma que a determinação partiu do reitor da Basílica Santuário e atual presidente da Guarda de Nazaré, padre Francisco Cavalcante. A reportagem entrou em contato com a Guarda de Nazaré, através de sua assessoria de comunicação, e aguarda um posicionamento sobre o caso.

“Essa imagem que está repercutindo é minha, de uso pessoal. Eu recebi o convite para leva-la até o terreiro e fui sem maldade nenhuma, porque meu coração é bondoso. Eu fui chamado lá na Guarda e me disseram que, com ou sem farda, eu sou guarda. Mas e a minha vida pessoal?”, questionou Jairo.

Fora da Igreja, Jairo diz que não havia nenhuma normativa que o impedisse de levar a presença de Nossa Senhora e a fé para perto das pessoas. “Fardado, eu servia à Igreja. Mas, nesse dia, eu não estava como guarda. Estava como qualquer cidadão”, desabafou.

“Estou levando esse caso à frente, porque denegriram minha imagem. Por essa situação de constrangimento, eu não voltaria para a Guarda de Nazaré. Como é que uma pessoa, como é o caso da mãe de santo que me convidou para ir até o terreiro, pode entrar na Igreja e deixar sua contribuição, sua oferta, e não pode ter Nossa Senhora indo até ela?”, indagou.

“Tenho recebido muito apoio de pessoas e amigos que ainda estão na Guarda. Inclusive, muitos têm me dito que até que enfim uma pessoa teve coragem de falar sobre esses abusos que acontecem lá dentro. Era algo que eu vinha guardando e acho que chegou a hora de colocar a boca no trombone”, denunciou.

Repúdio

A Associação Mulheres de Axé do Brasil (MAB) emitiu nota de repúdio sobre o caso, dizendo que “compreendem que a expulsão de Jairo, bem como todos os ataques sofridos por ele, foi motivado por intolerância religiosa e por uma incrível falta de amor e solidariedade ao próximo e, por isso, repudiam não só esse, mas todo e qualquer ato de discriminação e falta de empatia”.

Belém
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