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Estudantes disputam torneio de robótica em São Paulo; robótica educacional destaca-se no Pará

Grupo de alunos é único selecionado entre escolas públicas a representar o Norte em etapa nacional

O Liberal

Alunos de escolas estaduais do Pará foram classificados para a etapa nacional do Torneio de Robótica do Serviço Social da Indústria (Sesi), marcado para 27 a 29 de maio, em São Paulo. Os estudantes conquistaram vagas entre os 160 participantes, divididos em 33 equipes, oriundos de escolas públicas e privadas do Amapá, Pará e Roraima. A robótica educacional trabalha com perspectivas pedagógicas e futuristas e, por meio da primeira campeã brasileira de robótica educacional, Keila Cattete, a implantação da robótica educacional na grade curricular na Amazônia já é possível.

Uma das equipes que competirá é a "Pavulagem", que tem como membro a estudante  Karen Santos, 15 anos, que conta animada a ansiedade que o grupo sente, por ser a única equipe de escola pública a representar o Pará, em São Paulo. “Apesar das grandes dificuldades, conseguimos dar nosso melhor. Estamos muito ansiosos. Vai ser uma experiência ótima, pelas trocas com outras equipes de outros estados. O aprendizado na robótica tem vários benefícios pro meu futuro. Tanto na programação e design do robô, pelo trabalho em equipe, e pela experiência de participar de um torneio”.

A equipe Pavulagem soma alunos de duas escolas estaduais: Albanízia de Oliveira Lima e Jarbas Passarinho e faz parte do Núcleo de Tecnologia Educacional da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Ela foi treinada pelo professor Rafael Herdy. “Estaremos em São Paulo com o apoio da Seduc e estamos nos preparativos para a viagem. Vamos precisar fazer alguns ajustes para a disputa nacional", diz o professor. 

A robótica é uma metodologia de aprendizagem que podem reunir sistemas compostos por partes mecânicas automáticas e circuitos integrados, motorizados e controlados até por inteligência computacional. A área tem aplicação nas indústrias, na vida doméstica e nas escolas. Incentivos da rede estadual do Pará para ampliar os conhecimentos nessa área vêm ocorrendo. O Núcleo de Tecnologia, por exemplo, está de mudança para um prédio novo, com 12 ambientes.

Legenda (Rodrigo Pinheiro / Agência Pará)

Profissionalização

O mesmo vem ocorrendo na comunidade do entorno da Usina da Paz do Icuí. Lá, a estrutura montada também conta com um curso de robótica, iniciado em março. “Tem muita tecnologia. Robôs fazem o trabalho operacional, muito pesado para o ser humano. Às vezes dá problema e tenho que ir até o robô. Por isso me interessei em fazer o curso para pegar uma noção de como funciona. Vai me ajudar bastante dentro da minha profissão”, conta Leonardo Pereira Raiol, 32, que trabalha como eletricista industrial em uma madeireira, em Icoaraci.

Para Leonardo, os conteúdos teóricos e práticos serão decisivos. “As aulas podem contribuir bastante para minha vida, pelo conhecimento que vamos adquirir, tanto teórico quanto prático. Vamos fazer robôs, ter ideias para mostrar programação, para colocar o robô para rodar. Vamos poder levar para a vida rea. Se quisermos ir em frente, começar a fazer alguns projetos".

A formação na Usina da Paz ocorre por meio do projeto Amazon Maker, que oferta cursos na área da tecnologia, trabalhando com a ideia de que as pessoas aprendem fazendo, desenvolvendo a capacidade de construir, reparar e alterar objetos dos mais variados tipos e funções com as próprias mãos.

 

Destaque nacional

A professora Keila Cattete é a primeira campeã brasileira de robótica educacional e idealizadora da implantação da robótica educacional na grade curricular na Amazônia. Refletindo sobre a sociedade 5.0 - chamada de sociedade superinteligente, objetiva utilizar tecnologias digitais para vida com qualidade e resolução de problemas sociais - aponta que essas ações pedagógicas da robótica permitem o protagonismo de crianças e adolescentes.

"Fui chamada de louca, em Tracuateua, por querer ensinar robótica educacional para crianças no quilombo. Agora, com o título de campeã brasileira de robótica educacional e de campeã olímpica consegui mostrar que a cultura e a geração 5.0 não tem mais volta... Não há tratativa para implementação da matéria de robótica educacional na grade curricular. No colégio onde trabalho (colégio Modelo), isso já é uma realidade. Com o apoio da direção e dentro das leis (BNCC) já estamos trabalhando. E isso nos coloca como o primeiro colégio e estado na Amazônia - provavelmente no Brasil - a incluir a temática da Robótica Educacional na grade curricular", explicou.

Para Keila, a robótica educacional é a ferramenta capaz de ser utilizada, em qualquer disciplina, com o diferencial de levar a prática com diversão garantida. "A importância é acompanhar a evolução como protagonistas e não como figurantes. Isso porque dentro dos laboratórios (sala de aula), o aluno nos primeiros anos de vida já aprende a aplicação da liderança, pensamento coletivo, socialização, aproximação de outras matérias curriculares com diversão e responsabilidade, numa reflexão pedagógica. E tudo isso solucionando as dificuldades do ser humano através da criação de protótipos.

Belém
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