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Entenda o que é Fibromialgia, dor crônica que afeta 5% dos brasileiros e muitos famosos

A cada 12 de maio, Dia Mundial de Fibromialgia, pacientes e médicos tentam conscientização a população sobre a doença

Victor Furtado / Redação Integrada de O Liberal

A fibromialgia afeta 5% da população brasileira, como aponta a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Para quem não sabe, trata-se de uma doença crônica, que causa dores diversas em diferentes parte do corpo. Pode ser um sofrimento agudo e perturbador. Foi o que fez a cantora Lady Gaga cancelar o show dela no Rock in Rio em 2017. E vários outros, em diferentes ocasiões.

O dia 12 de maio é chamado de Dia Mundial da Fibromialgia. A data é voltada para conscientização sobre a doença e tratamentos. Ainda em ritmo lento, a doença vem se tornando mais conhecida.

“Até poucos anos atrás, era comum que as dores dos pacientes de fibromialgia fossem consideradas psicológicas ou imaginárias. Mas, exames e pesquisas recentes apontam que as dores, efetivamente, são causadas por uma disfunção no cérebro, que resulta em uma amplificação dos impulsos dolorosos. É como se a pessoa tivesse um “controle de volume” desregulado”, afirma José Roberto Provenza, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).. As sensações de dor são amplificadas, assim como as de queimações e formigamentos, problemas para urinar e dor de cabeça.

Ainda não há uma causa definida para desencadear a doença, como explica a fisioterapeuta Altair Klautau, professora doutora da Faculdade Uninassau. Apenas se sente os sintomas chegando até que haja um diagnóstico. O sofrimento é mais intenso nos músculos. O incômodo pode chegar a virar afetar a saúde mental da pessoa.

As dores podem atingir várias partes do corpo. Os incômodos podem começar com dificuldades para dormir, para atividades simples, dores ao toque (um abraço, por exemplo) e até em variações de temperatura. Se essas dores se prolongarem por três meses ou mais, é possível que seja fibromialgia. No entanto, o diagnóstico pode até exigir uma investigação multidisciplinar.

"Costuma começar com uma dor constante e localizada em uma região. Vai se estendendo para todo o corpo. A causa é desconhecida, mas pode estar relacionada com estresse. É uma das doenças reumatológicas que mais acomete a população", completa a professora Altair.

 

Mulheres, possivelmente, são as mais atingidas pela fibromialgia

Segundo a SBR, estudos nacionais e internacionais indicam que a doença atinge, principalmente, mulheres em sua idade produtiva: entre 30 e 55 anos. Estima-se que a cada dez pacientes com fibromialgia, entre sete e nove são mulheres. No entanto, também pode acometer crianças, jovens e idosos de ambos os sexos. Para Altair, ainda faltam pesquisas para comprovar esse perfil. Para elas, mulheres, sabidamente, costumam se preocupar mais com a saúde.

Não há cura definitiva para a fibromialgia, apesar de algumas pesquisas brasileiras que tiveram êxitos recentes em controlar as dores. O tratamento envolve medicamentos — todos com prescrição médica e que não podem ser tomados sem acompanhamento —, mas remédios simples para dores não são suficientes. Em muitos casos, prescreve-se o uso de antidepressivos e neuromoduladores, pois contribuem para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.

Outra medida para controlar a doença, reforça a professora Altair, envolve a prática de atividades físicas controladas, como caminhadas; e atividades de alongamento, como yoga e pilates. A acupuntura é uma terapia alternativa que também traz bons resultados.

Ao menos há uma boa notícia, aponta a SBR: a fibromialgia não causa danos às articulações, aos músculos, ou órgãos internos. Deve-se evitar a automedicação, com anti-inflamatórios e analgésicos, e buscar tratamento para a dor.

Aposentada descobriu a doença em plena idade produtiva

Há 25 anos, a aposentada Cristina Azevedo, 61, descobriu a doença, após uma série de consultas e exames. Ela ainda estava trabalhando e a fibromialgia mexeu bastante com a rotina dela. Estava incrédula que sentia tantas dores ainda jovem. Começou o tratamento e agora diz que os sintomas estão controlados. Usa medicação e faz exercícios. Uma das atividades é o pilates. Faz também musculação e às vezes uma caminhada.

Cristina Azevedo descobriu a fibromialgia a partir dos 35 anos. Não conseguia acreditar que tinha dores tão intensas enquanto era tão jovem. Esse é um mito comum das pessoas que sofrem com a doença. (Ivan Duarte / Redação Integrada de O Liberal)

"Vou morrer com isso, mas sei que não vou morrer por causa disso. Eu faço meu tratamento, faço atividades físicas e vou levando. As dores são difusas, mas sinto que são mais nas pernas, do joelho para baixo. Parece uma dor de dente, daquelas que a gente quer entortar o local que dói. Além da fibromialgia, tenho artrose. Nosso clima é algo que piora. Me preocupava mais quando não sabia o que era", relata Cristina.

Belém
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