Em entrevista exclusiva, mãe que deu à luz na calçada conta o que aconteceu

Tainara Rodrigues passou por momentos de desespero ao ter atendimento negado por hospital

Redação Integrada

Em entrevista exclusiva à TV Liberal, veiculada no Bom Dia Pará na manhã desta segunda-feira (25), Tainara Rodrigues, mãe da criança que nasceu em uma calçada em frente ao Hospital da Ordem Terceira, em Belém, relembrou o que aconteceu na madrugada daquele domingo (17), quando a instituição se negou a abrir suas portas para lhe prestar atendimento médico durante trabalho de parto. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Pará (MPPA) e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) do Pará.

Leia mais:

Jovem que deu à luz na calçada recebe alta médica

Mãe e bebê passam bem após parto ocorrido na calçada em frente a hospital

oi nas primeiras horas de domingo que o caso veio à tona. Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais mostrava Tainara desmaiada no chão após dar à luz a Emanuel, em uma calçada. De acordo com testemunhas, o fato ocorreu em frente ao hospital, e os funcionários da instituição não quiseram abrir as portas para recebê-los. "Eu senti que o neném já tava nascendo, e foi nessa hora que eu me joguei no chão. Aí, com muita dor que eu tava, eu desmaiei e não me lembro mais do que aconteceu", contou Tainara, muito emocionada.

Avó da criança, a dona de casa Ana Lúcia Rodrigues afirmou que entrou em desespero ao ver a filha e o neto jogados no chão, sem receber atendimento médico. "Eu pensei que os dois tinham morrido, porque eu nunca vi uma situação dessas, isso nunca tinha acontecido comigo", disse ela. "Eu fiquei ali sem poder fazer nada, a única coisa que eu fazia era gritar por socorro".

Segundo Ana Lúcia, ao procurarem ajuda no hospital, um dos funcionários disse que não havia nenhum leito nem médico disponíveis, e que ele não poderia fazer nada. Somente após populares terem ligado para a polícia, foi que os funcionários abriram os portões e receberam a mãe e a criança. "Depois que a polícia chegou, apareceu maca, cadeira de rodas e duas enfermeiras", afirmou a dona de casa.

O advogado da família, Sérgio Moraes, avaliou a situação como absurda, e disse que casos como esse não são comuns, e ferem o direito da mãe e da criança. "Normalmente a gente trabalha com erro médico, com falta de tratamento humanizado, já dentro da instalação hospitalar. Neste caso, fica latente a omissão de socorro", destacou o profissional. Moraes revelou que entrou com uma ação cível de reparação dos danos morais sofridos pela família.

Depois do susto, mãe e filho receberam alta e já estão repousando em casa. Emanuel nasceu com 3,6 kg e já recebeu as vacinas e os medicamentos necessários. A Secretaria Municipal de Saúde (Semas) também abriu uma sindicância para investigar o caso. Na segunda-feira (18), o secretário municipal de saúde, Sérgio Amorim Figueiredo, visitou o hospital e confirmou que medidas podem ser tomadas frente ao contrato do município com a instituição particular, que mantém atendimento público pelo Sistema Único de Saúde.

Belém
.

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

MAIS LIDAS EM BELÉM